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Criação: Cláudio Almeida

Acredito que a melhor forma de apresentar as diretrizes para a criação de conteúdo mobile seja por tópicos. Portanto, neste artigo, tentarei mostrar da maneira mais didática possível como desenvolver um curso – desde o planejamento, passando pela elaboração do conteúdo até a sua publicação ( e partindo da ideia de que você já definiu o assunto que irá abordar).

PORÉM

Vale destacar que, em empresas de educação mobile, o responsável pelo planejamento e desenvolvimento de conteúdos, pela seleção de materiais e organização das informações é o conteudista – de modo geral.

Todo esse conteúdo serve como base para a elaboração do material pedagógico e, consequentemente, para a construção do curso mobile (aulas textuais, exercícios, videoaulas, podcasts, e-books, etc.). Essa segunda etapa é realizada por um designer instrucional, também conhecido como design educacional (profissional responsável por facilitar o processo de educação e aprendizagem, utilizando, para isso, um conjunto de técnicas, métodos e recursos). Em breve, faremos um post sobre  o assunto.

Contudo, mesmo que você não tenha um profissional da área da educação em sua equipe, isso não te impede de elaborar conteúdos eficazes, na base do faça você mesmo. Sem mais delongas, acompanhe a seguir como desenvolver o seu curso mobile!


#PLANO DE CURSO

O Plano de Curso é a primeira etapa do projeto, e é uma das partes mais importantes de um conteúdo educacional. O documento deve apresentar o objetivo geral, os objetivos específicos, os conteúdos, as metodologias, os procedimentos e as técnicas que serão utilizadas no processo de ensino-aprendizagem do curso.

O Plano de Curso deve conter, no mínimo, as seguintes orientações: nome do curso, objetivo geral, objetivos específicos, títulos dos módulos, títulos das aulas e o plano de mídia. Confira o passo a passo para você elaborar um plano de curso!

  • Nome do curso: todo curso precisa de um tema principal. Escolha um nome que desperte o interesse do aluno. Em se tratando de conteúdo mobile learning, o título deve ser o mais curto e objetivo possível. Mas, lembre-se, ele deve refletir todo o conteúdo do curso.  

Exemplo: Técnicas de Negociação

  • Objetivo geral: aqui, você deverá inserir o que se pretende atingir com o curso. O texto deve ser redigido de forma clara e no tempo infinitivo (capacitar, descrever, ampliar, analisar, descobrir). Importante: o objetivo geral deve ser alcançável!

Exemplo: Este curso tem por objetivo desenvolver estratégias de negociação como forma de lidar com situações de conflitos e influenciar o ambiente organizacional.  

  • Objetivos específicos: são os passos adicionais que irão colaborar para que o curso alcance o objetivo geral. Para elaborá-los, você também pode utilizar verbos no infinitivo.

Exemplo: 1- Identificar os conceitos de negociação. 2- Identificar os fatores envolvidos no processo de negociação. 3- Identificar as etapas do processo de negociação. 4- Capacitar o aluno para gerenciar os conflitos nos casos de impasse na negociação.

  • Carga horária: defina quanto tempo o aluno precisará se dedicar aos estudos. Para isso, é necessário considerar o tema do curso (simples ou complexo), o tempo de execução de cada atividade (aulas textuais, videoaulas, podcasts, exercícios, prova final), além do tempo necessário para releitura do material, se necessário.

Lembre-se: por se tratar de um curso para dispositivos móveis, o aluno  certamente não deseja passar muitas horas à frente de uma tela pequena lendo textos, assistindo videoaulas ou ouvindo podcasts extensos após um dia cansativo de trabalho.

Exemplo: o curso terá duração de 10 horas, distribuídas em 04 módulos, de 05 aulas cada.

  • Metodologia de ensino: geralmente, a metodologia de ensino para um curso mobile é autoinstrucional. Ou seja: é um curso autoexplicativo. Nesse modelo, o aluno tem liberdade nos estudos e não depende diretamente de outros profissionais (professor ou tutor) para aprender – a não ser pela seleção e elaboração de um bom material de ensino. Assim, o aluno não tem obrigação de cumprir horários pré-estabelecidos de estudo, o que possibilita maior flexibilidade de estudo.

A metodologia autoinstrucional exige que o aluno reflita e entenda sobre o conteúdo antes de passar para outro módulo. O aprendizado é acontece por meio de vários recursos: vídeos, podcasts, hiperlinks, artigos, sempre mediados pelo ambiente mobile.

Nesta metodologia de ensino, é importante que o aluno faça uma prova ao final do curso. Atividades não avaliativas, como exercícios ao final de uma aula ou de um módulo, também são disponibilizados para que o usuário coloque em prática o que aprendeu.

Atenção! Como você pode imaginar, um curso autoinstrucional exige muito cuidado em sua elaboração para que tudo aconteça dentro do previsto.

  • Recursos metodológicos: defina os recursos que serão utilizados no seu curso – aplicativo, textos, e-books, videoaulas, podcasts, infográficos, gamificação, storytelling.  Destaco 05 destes recursos abaixo:

– Aplicativo: desenvolvido sob medida para dispositivos móveis, pode combinar aulas textuais, conteúdos multimídia (videoaulas e podcasts), gamificação e mecanismos para interação entre os alunos (chats, fóruns, comentários.).

Caso você não tenha conhecimentos técnicos e habilidades em design e em criação de software para desenvolver o seu próprio aplicativo, saiba que existem plataformas para ajudá-lo nesta árdua, porém indispensável tarefa. A mLearn Educação Móvel possui uma plataforma para criação de aplicativos educacionais móveis bastante flexível, onde você poderá utilizar todos os recursos metodológicos que irá desenvolver para o seu curso.

Um aplicativo é composto por duas etapas:

– painel administrativo: local onde serão inseridos, editados, formatados e publicados os conteúdos do seu curso. O acesso ao painel administrativo é feito por meio do navegador de internet. Nele, também é possível publicar os Termos e Condições de Uso, FAQ (Perguntas Frequentes) e demais informações que serão exibidas no aplicativo para o usuário final.

– aplicativo para smartphone: o usuário faz download do aplicativo no Google Play (sistema operacional Android) e Apple Store (sistema operacional IOS). O app é instalado no smartphone ou tablet do usuário. Quando o aluno entra no app e faz algumas ações, o aplicativo se conecta ao painel administrativo para buscar os conteúdos publicados.

– Videoaulas: recurso didático que utiliza o vídeo como forma de transmissão do conteúdo. Com imagens e som, é possível se aproximar do público-alvo – acredite! As videoaulas são capazes de prender a atenção do aluno, fazendo com que ele se engaje mais com o assunto, além de tornar  a absorção do conteúdo mais fácil, estimulando o raciocínio.  

Para criar as suas videoaulas é imprescindível elaborar roteiros. Para isso, você pode utilizar uma estrutura semelhante a essa:


Para conseguir engajar o seu público-alvo, aposte no visual limpo (atenção para não poluir as videoaulas com muitas artes e letreiros), na interação e em cenas fora do estúdio.  Se possível, exemplifique o que está sendo dito.

Utilize diálogos reais. Se possível, crie um personagem, pois isso causa maior empatia nos alunos.: “João tentou negociar com Maria a compra de um imóvel. No entanto, os dois não chegaram a um acordo por…”.

Atenção! A abertura da videoaula não pode ser longa. Quanto maior o tempo da introdução, maior será a chance do aluno ficar disperso.

 

Podcast: arquivo de áudio digital com o conteúdo abordado na aula, em uma linguagem clara, objetiva, típica dos programas de rádio.

 

E-book: arquivo textual, em formato digital. Ele pode ser a versão para download da sua aula textual ou pode conter conteúdos complementares ao que está sendo abordado na lição. O formato mais comum para este tipo de arquivo é o PDF.

 

– Gamificação: é a utilização de elementos de jogos na educação – como missões ou desafios -, que funcionam como “combustíveis” para a aprendizagem. Outras alternativas são utilizar pontuação e prêmios ou definir personagens e cenários específicos.

 

  • Definição dos módulos: são as divisões onde se encaixam as aulas. Os módulos são apenas cabeçalhos que indicam o que virá nas aulas a seguir. Eles têm por objetivo dividir melhor o curso por etapas, facilitando, assim, o progresso do aluno.

Exemplo: Módulo 01: Conceito e Processo de Negociação

Módulo 02: O que é Preciso para Saber Negociar?

Módulo 03: Gestão de Conflitos

Módulo 04: Negociação de Prazos


  • Definição das aulas: é nesse momento que você irá definir o conteúdo programático ligado ao tema de cada módulo do curso. É importante conectar as aulas da forma mais natural possível, de modo que os alunos sintam que estão evoluindo.

Exemplo: Módulo 01: Conceito e Processo de Negociação.

Aula 01: O que é Negociação?

Aula 02: A Importância da Negociação

Aula 03: Características dos Negociadores de Sucesso

Aula 04: O Processo da Negociação

Aula 05: Tudo Pode ser Negociado


  • Dinâmica do curso: como o aluno irá interagir com o curso? Nesta etapa, você deverá explicar a dinâmica do curso por meio de texto ou esquema.
  • Plano de Mídia: aqui, você deverá indicar as aulas que receberão os recursos multimídia, seus formatos (vídeos, podcasts…) e estimativas de duração.


Observação:

1- O Plano de Curso é flexível. Isso significa que ele poderá ser alterado ao longo da elaboração do curso.  

2- Você também pode inserir o cronograma e o levantamento dos custos que terá para elaborar o curso.  



Quer conhecer o segundo passo para a produção de conteúdos mobile? Aguarde a terceira parte do nosso artigo.  Se ainda não leu a primeira parte, clique aqui e conheça os motivos para criar conteúdos mobile!

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Criação: Cláudio Almeida

O mobile learning (educação móvel) vem recebendo cada vez mais atenção das instituições de ensino e das empresas – principalmente aquelas que querem seguir na linha de frente da inovação. Então, por que não aproveitar o fato dos smartphones e tablets estarem sempre à mão para investir neste promissor formato de ensino-aprendizagem?

Se você não dá a devida importância para este assunto, acredite: será necessário repensar a sua estratégia não apenas de ensino, mas também  de mercado. Grande parte da população brasileira está usando o mobile learning, e essas pessoas querem uma experiência de aprendizado superior a do modelo tradicional (presencial).


Só para você ter uma  ideia da popularização dos smartphones: de acordo com o levantamento da empresa Cheetah Mobile, cada brasileiro interage mensalmente com 53,62 apps. Ao todo, nove países (Alemanha, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Índia, México, Reino Unido e Rússia) foram monitorados pela pesquisa. Os números do levantamento mostraram que o brasileiro usa e interage com mais aplicativos do que a média global, que possui engajamento com 39 apps por mês.

As pessoas que fazem parte deste mercado buscam aplicativos educacionais que possam contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional, para acessá-los de forma simples, a qualquer hora e em qualquer lugar. E com esse forte aumento da demanda, novas oportunidades surgem a partir do mobile learning e das infinitas possibilidades de segmentos e focos de atuação. O problema, no entanto, é: como desenvolver conteúdos eficientes de aprendizagem móvel? Vamos aprender?


Se você anda pensando em desenvolver cursos ou treinamentos mobile para modernizar o seu método de ensino-aprendizagem ou até mesmo para aumentar a sua renda mensal, saiba que a elaboração do material didático é uma tarefa árdua e complexa. Mas, com um bom planejamento, você certamente conseguirá engajar as pessoas e obter sucesso.

Graças à diversidade dos materiais didáticos e aos avanços consideráveis na qualidade das conexões de internet, hoje, é possível elaborar cursos ou montar treinamentos bastante criativos e versáteis, que utilizam todas as vantagens das mídias atuais. Além dos textos para leitura, o conteúdo pode (e deve) incluir videoaulas, podcasts, ilustrações, gráficos e outros recursos que influenciam os resultados do processo educacional.

Acompanhe a segunda parte do nosso artigo na próxima semana!


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