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O podcast educacional tem revolucionado métodos de ensino, e este artigo explica como a ferramenta pode ser uma alternativa eficaz de aprendizado!


Introdução


Todo indivíduo possui ou apresenta uma maneira própria de aprender, que é definida como ‘estilo de aprendizagem’. Pode ser cantando músicas, através de brincadeiras ou até mesmo de jogos pedagógicos.


Estes diferentes estilos de aprendizagem são reconhecidos no sistema educacional como:
visual, auditivo ou sinestésico.


O
aluno visual obtém conhecimento através de leitura de textos, imagens, gráficos, diagramas – e tende a recordar melhor as informações se ele as lê silenciosamente para si mesmo, antes de ler em voz alta ou discutir.


Já o
auditivo adquire melhor o conhecimento lendo um texto em voz alta, ouvindo histórias gravadas em áudio ou participando de uma discussão. Os alunos sinestésicos aprendem melhor através de uma abordagem “mão na massa”. Eles aprendem movendo, tocando e fazendo.


Mas diante da revolução que o sistema educacional vivencia, com a tecnologia cada vez mais presente nas salas de aula, esses conceitos têm se tornado cada vez mais escassos.


Eles dão espaço a um novo momento que, através de novas tecnologias e ferramentas modernas, prometem transformar a vida de alunos e professores. A Internet, aliada aos smartphones, pretende revolucionar o formato de ensino estabelecido hoje nas escolas.


Podcast: o que é?


Inspirado pelos programas de rádio, o podcast nada mais é do que uma forma de transmissão de arquivos multimídia na Internet, criada pelos próprios usuários. Nestes arquivos, as pessoas disponibilizam listas e seleções de músicas ou simplesmente falam e expõem suas opiniões sobre os mais diversos assuntos.


Podendo ser ouvidos a qualquer hora, os podcasts criam uma espécie de rádio virtual direcionada para assuntos específicos. Além disso, esses arquivos podem ser escutados perfeitamente em um player portátil.


No Brasil, o primeiro podcast surgiu em 2004 e, em 2005, foi organizada a Conferência Brasileira de Podcast (PodCon Brasil), primeiro evento brasileiro dedicado exclusivamente ao assunto.


De acordo com especialistas, quando os primeiros podcasts brasileiros surgiram, eles se assemelhavam bastante aos norte-americanos, com pouca ou nenhuma edição, lembrando programas ao vivo de rádio. Já a partir de 2005, novos formatos surgiram, inspirados em programas de rádio voltados para jovens. Essas apresentações aliavam humor, técnica e mixagem de som, com pautas leves e descompromissadas, e trilha e efeitos sonoros que valorizavam a fala dos locutores.


Uma pesquisa feita em 2015 nos Estados Unidos apontou que 1 em cada 3 americanos ouvia podcasts. No Brasil, a estimativa era bem menor que isso: cerca de 1,5 mil ouvintes.


Atualmente, a podosfera brasileira já se tornou suficientemente sólida do ponto de vista de quantidade e qualidade, embora ainda não de popularidade. Podemos encontrar programas sobre praticamente todos os temas.

 

As vantagens de aprender ouvindo podcasts

 

Simples, prático e acessível, o podcast se tornou, ao longo dos anos, uma excelente ferramenta para quem deseja adquirir novos conhecimentos.


O recurso atua como facilitador, já que pode ser reproduzido em computadores, tablets ou celulares, a caminho da escola ou até mesmo no transporte público. Através dos podcast, professores e alunos com interesse em produzir conteúdo específico para educação podem hospedar seu material e fazer disso um recurso educacional aberto. A partir daí, os áudios gravados podem ser baixados para serem ouvidos em qualquer lugar.


Um dos principais pontos positivos do podcast, quando usado como ferramenta educacional, é a permissão de trabalho colaborativo. Com distribuição gratuita e livre, contribui para a difusão e uso, facilitando o compartilhamento de conhecimentos e troca de ideias entre alunos, professores e usuários da rede. O podcast é também uma excelente ferramenta de autoaprendizagem, já que possui disponibilidade e acesso livre pela rede.


Outra grande vantagem do seu uso é o fato de o usuário ver baixados seus episódios de forma automática por meio dos feeds. Além disso, sua vinculação a um blog o estimula a participar de comunidades virtuais e a realizar aprendizagens colaborativas.


Este recurso também contribui com a educação na medida em que desenvolve a autonomia do aluno, colaborando para que ele se torne responsável pela construção de seu próprio aprendizado.


Quando utilizar o podcast como ferramenta educacional?

 

O podcast se tornou o queridinho da vez de muitos brasileiros que desejam se capacitar, e a prova disso é que cada vez mais empresas e instituições de ensino têm investido na ferramenta como mais um canal para propagar conhecimento.


Os cursos de idiomas, por exemplo, são os que mais têm investido em podcast. E a escolha tem dado bons frutos, pois a possibilidade de se aprender um novo idioma de forma prática e acessível anima e motiva muitos estudantes.


Além de cursos, a ferramenta também pode ser útil como um complemento de conteúdos ensinados em sala de aula, permitindo que os alunos possam revisar seus textos e aulas.


Para os docentes, o podcast atua como um facilitador, pois através dele é possível dar instruções aos alunos sobre a atividade a ser desenvolvida, auxiliar no aprendizado das matérias (principalmente quanto à compreensão oral e fixação de pronúncia). Além disso, o recurso pode substituir uma aula presencial quando o objetivo for a simples exposição de conteúdos.  


Utilizando podcasts a favor da aprendizagem auditiva

 

Existem diversas formas de utilizar podcasts a favor da aprendizagem auditiva:


Recorrer a podcasts na Internet –
atualmente, há diversos sites e canais que disponibilizam áudios com os mais variados assuntos relacionados à educação. São eles:


Podcast da Educação
: oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, conta com especialistas abordando temas na área educacional.


Braincast: reúne os melhores podcasts em português dos mais variados assuntos, e claro, um deles é Educação.


Nerdcast:
Aborda assuntos do mundo geek, mercado de trabalho, filmes, games, quadrinhos, redes sociais e demais assuntos relacionados à Internet.


Produzir seu próprio podcast –
Ao decidir criar seu próprio podcast, a primeira coisa que você deve ter em mente é o tema que será abordado. Após a definição do assunto, vem a criação do texto que será gravado, e, por isso, é importante se sentir confortável com todas as palavras e entonações. A gravação e a edição do áudio devem ser bem planejados para evitar falhas e ruídos. O ideal é que os áudios sejam gravados em lugares fechados e com boa acústica. Uma das maiores dificuldades de quem está começando no mundo dos podcasts é a questão da hospedagem dos mesmos. Porém, atualmente existem inúmeras formas gratuitas de hospedagem, com bastante espaço para armazenamento.


Criar podcasts como trabalho avaliativo –
ideal para docentes, essa é uma forma inovadora de aplicar teste sobre os temas tratados dentro de sala de aula. Os professores ditam as regras que devem ser seguidas e os alunos, por meio do áudio, irão responder às questões propostas.


Conclusão


O podcast já é uma grande realidade, e muitas instituições estão aderindo a este novo formato de aprendizado, já que, junto com a leitura e as aulas presenciais, ele pode aumentar a efetividade do ensino. Afinal, o áudio possui uma grande capacidade de despertar sentidos e atitudes.


Nas universidades, é muito comum que a mesa do professor abrigue uma série de gravadores e celulares. Os áudios das aulas servem como material de apoio e lembrete aos alunos sobre o conteúdo assistido. O problema é que estes áudios são captados com baixa qualidade e, como se não bastasse, o aluno que o utiliza guarda apenas para si.


Com a utilização dos podcasts pelos docentes, este hábito já começa a mudar, fazendo com que os conteúdos sejam compartilhados com uma gama maior de interessados. O uso do recurso também contribui para a redução do volume de material impresso, já que os trabalhos solicitados pelos professores podem ser feitos e entregues por meio dessa mídia.


Para aplicar o podcast na educação de forma eficaz, é preciso que o professor selecione assuntos relevantes para os alunos. Essa seleção deve ser minuciosa, de modo que os temas abordados sejam explicativos e não gerem dúvidas.


Outro aspecto importante a ser levado em conta é que
o podcast se diferencia do rádio em dois aspectos. Enquanto o rádio necessita de ouvintes disponíveis para a sua programação, o podcast é um arquivo gravado e liberado para download. Ou seja, ele pode ser consumido a qualquer momento.


Além disto, um veículo de massa como o rádio precisa partir de comunicações amplas para impactar o maior número de pessoas. Já no podcast, o diferencial está justamente na produção segmentada dos arquivos.


Sabe-se que mais de 40% da população tem o estilo de aprendizagem auditiva como predominante. Isso significa que, para muitos, o podcast pode ser uma grande ferramenta de ensino, além de um recurso complementar às aulas tradicionais!

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Criação: Cláudio Almeida

Depois de desenvolver o seu plano de curso e ter em mãos todo o material bruto que será usado na criação do seu curso, está na hora de elaborar as aulas, exercícios, roteiros de vídeo e de podcasts!

Nessa etapa, é importante pensar sempre no seu público-alvo e ter muita atenção. A fase de elaboração do conteúdo será, sem dúvida, o seu maior desafio até aqui. Portanto, vamos direto ao assunto!


AULA TEXTUAL:
para elaborar o conteúdo textual, é preciso considerar alguns pontos fundamentais à construção do texto:


– Objetividade:
o texto deve ser argumentativo e explicativo. Evite o pensamento impreciso e o desvio de assunto em considerações prolixas.


– Clareza:
apresente as ideias com clareza. Argumente e explique – sem querer impressionar o aluno com um vocabulário complexo. A aula textual deve conter parágrafos curtos.


Mas, atenção
: o parágrafo curto não pode dificultar a compreensão do aluno.  Portanto, é indicado que cada parágrafo tenha uma ideia central.


– Coerência:
para que o texto seja compreensível e faça sentido para o aluno, você precisa apresentar uma continuação lógica das ideias. Ou seja: não desvie do assunto com considerações que pouco (ou nada) acrescentam ao tema da aula.


– Exatidão:
evite termos imprecisos como: grande, muito, pouco, pequeno, menor, todos, vários, nenhum… Em um curso, é aconselhável incluir porcentagens, a fim de comprovar o que está sendo dito – e não se esqueça de citar as fontes. Ao invés de escrever, “Grande parte da população brasileira utiliza telefone celular”, escreva “De acordo com a pesquisa XX, 90% da população brasileira utiliza telefone celular”.


– Homogeneidade:
é importante padronizar seu texto, evitando sucessivas mudanças nas formas de tratamento, pessoa gramatical e outros itens. A uniformidade não serve apenas para o seu conteúdo textual, mas sim para todos os conteúdos do seu curso (quantidade de exercícios por aula, quantidade de videoaulas por módulo, quantidade de podcasts por módulo, etc.).


Por se tratar de um curso para dispositivos móveis (onde as telas são menores), é importante que a aula textual não seja muito extensa. Não existe limite de caracteres, mas é importante pensar sempre na usabilidade do aluno. Afinal, ninguém gosta de ficar descendo a barra de rolagem “infinitamente” e se perder na leitura.


Além disso, utilize imagens para ilustrar o assunto abordado na aula
. Com relação ao formato, opte por imagens na horizontal (landscape). Esteticamente, elas ficam melhores no aplicativo.


Importante!
Se você não tem verba disponível para comprar imagens, você pode baixá-las em bancos de imagens gratuitos, disponíveis na internet. Pesquise!


Por fim, se você tiver habilidade com as ferramentas de tratamento,
não hesite em editar as imagens do seu curso. Insira legendas, artes e itens que podem facilitar a compreensão do aluno.


EXERCÍCIOS:
defina a dinâmica de exercícios do seu curso mobile: por aula ou por módulo. Independente da opção escolhida, você pode elaborar exercícios de múltipla escolha, verdadeiro ou falso, preencha a lacuna, etc. Vamos conhecê-los:


– Múltipla escolha:
exercícios de múltipla escolha estão entre as formas mais precisas de testar os conhecimentos do aluno. Exercícios como esses apresentam várias opções de pergunta – das quais somente uma alternativa é correta, e as demais são “falsas”. Lembre-se de fazer perguntas diretas!


– Sim ou Não (Verdadeiro ou Falso):
envolve fazer uma pergunta para que o aluno selecione apenas entre sim e não.

Exemplo: “É correto afirmar que as habilidades para negociar são natas?”.

  1. (   ) Sim
  2. (   ) Não

– Preencha as lacunas: este tipo de questão não oferece dicas. Isso permite uma série de possibilidades de resposta e exige dos alunos real conhecimento sobre o tema. Utilizar muitas lacunas, no entanto, não é a forma mais convencional para testar o conhecimento.

Exemplo: O bom negociador sabe que tudo pode ser ________.

  1. omitido.
  2. negociado.
  3. trapaceado.

Caso você esteja desenvolvendo um curso de idiomas – e a plataforma utilizada seja compatível – você também pode elaborar exercícios do tipo “escute e repita” e “escute e escreva”.


Independente do formato de exercício escolhido, é importante ressaltar 4 pontos-chave que aumentam o engajamento do aluno:

– feedbacks rápidos nos exercícios;
– enunciados claros, consistentes e objetivos; 
– frases simples de serem lidas e conteúdos explícitos – tanto nas questões quanto nas alternativas;
– exercícios para “encontrar/selecionar” alternativas corretas. Portanto, evite desenvolver exercícios do tipo: Selecione a afirmativa FALSA.


PODCASTS:
são arquivos de áudio digital. Eles vêm sendo bastante utilizados em cursos mobile, devido à simplicidade de produção e à facilidade de reprodução em smartphones.


Podcasts
mais simples podem ser gravados no seu próprio computador, desde que ele tenha placa de som e você instale um software para gravação de áudio. A gravação pode ser feita em diversos formatos, como Mp3 e Mp4.


Você pode utilizar uma linguagem informal para gravar os seus podcasts. Busque inspiração em programas de rádio e, no momento da edição, insira uma boa e agradável trilha sonora. É importante que a trilha não fique muito alta a ponto de desviar o objetivo principal do podcast: transmitir conhecimento.


Antes de começar a gravar os podcasts, elabore roteiros (pautas). Lembre-se: os roteiros devem ajudá-lo, e não atrapalhá-lo. O que isso quer dizer? Que você não precisa ficar preso ao que está escrito!


Se possível, convide outras pessoas para falar sobre o assunto da aula/curso ou para mediar o “programa”, interagindo com você.


Depois que os seus
podcasts estiverem gravados, edite-os. É importante cortar os erros, inserir as vinhetas de abertura e encerramento, e, por fim, a trilha de fundo.


Ouça um exemplo de um podcast 
produzido pela mLearn! 


VIDEOAULAS: existem várias maneiras de ensinar através de videoaulas, especialmente quando nos referimos ao modelo mais tradicional e intuitivo: uma pessoa em um estúdio, centralizada na tela, explicando verbalmente o conteúdo – que é ilustrado ou complementando com letreiros e artes.


As videoaulas são importantes porque aumentam a interação com o aluno, diminuindo a sensação de distância
. Selecione assuntos interessantes para tratar – pode ser o mesmo assunto da aula textual ou um tema complementar.


Utilize uma linguagem apropriada ao seu público-alvo. Seja objetivo e vá direto ao assunto, sem ficar enrolando ou “divagando”. Para videoaulas mobile, o ideal é que elas tenham entre 03 e 05 minutos, no máximo!


Além disso,
não tenha medo de inserir gráficos, animações, slides e sons que aumentam o engajamento nas videoaulas!


Dica: se você não tem verba para alugar um estúdio, saiba que é possível fazer videoaulas dentro da sua própria casa, com ótima qualidade. Basta optar por um ambiente agradável e silencioso – para que não haja ruídos ao fundo. Um áudio ruim desestimula o aluno.


Também é importante ter atenção com o fundo do vídeo! Lugares com muitos objetos ou com cores fortes podem distrair o espectador. E ninguém quer que o aluno preste mais atenção em objetos decorativos do que na informação que está sendo transmitida, não é? O ideal é que o aluno esteja 100% imerso no conteúdo.


O excesso ou a falta de luz também pode desviar a atenção de quem está assistindo. Por isso, vale a pena adquirir um equipamento básico de iluminação. Mas, se não houver recurso para isso, utilize a luz ambiente de áreas externas, posicionando a câmera sempre de costas para o sol.


Lembre-se: luz ambiente (sol, lua, estrelas) é diferente de luz artificial (lâmpadas caseiras, postes de luz)!
 


Para gravar suas videoaulas, você irá precisar de microfone, câmera e computador (para a edição dos arquivos). Se o orçamento não permite a contração de um editor de vídeos, fique calmo! Na internet, você encontra várias opções gratuitas de tutoriais sobre os passos básicos da edição. O próprio Sistema Operacional Windows oferece o programa
Windows Movie Maker para edição de vídeos.


Veja
um exemplo de uma videoaula produzida pela mLearn:


E MAIS:

Além de videoaulas, podcasts e e-books, aposte também em INFOGRÁFICOS para enriquecer os seus conteúdos, explorando a parte visual e gráfica.


Para elaborar um infográfico, utilize ilustrações, gráficos e adicione pequenos textos!


EXEMPLO:


Pronto! O seu curso mobile está pronto. E agora, o que você deve fazer? Este será o assunto do nosso próximo artigo!

Para aqueles que estão “pegando pela metade” a nossa série de artigos sobre Produção de Conteúdos Mobile, vale a pena acessar a parte I, parte II e a parte III.

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