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Criação: Cláudio Almeida

O processo de desenvolvimento tecnológico em nossa sociedade está cada vez mais acelerado. Novos recursos são inseridos todos os dias no mercado, e não demoram para tomar conta do nosso cotidiano. Smartphones, tablets, notebooks, entre outros dispositivos móveis, estão presentes em nossas atividades diárias, inclusive no ambiente escolar, dentro da sala de aula.

Enquanto algumas instituições de ensino desenterram velhas desculpas para não utilizarem smartphones e internet como ferramentas úteis no processo de ensino-aprendizado – ignorando o fato da tecnologia estar presente nos lares e nas vidas das pessoas -, outras escolas e faculdades, principalmente aquelas que querem seguir na linha de frente da inovação, estão se lançando cada vez mais na nova geração da tecnologia e inovando seus métodos de educação.



Neste cenário de modernização do processo de ensino-aprendizado, o professor, enquanto formador de opinião cultural e política e responsável direto pelo desenvolvimento de uma sociedade mais justa e democrática, nunca foi tão mais necessário e exigido. Afinal, hoje é impossível tratar a tecnologia de forma superficial; é preciso utilizá-la, seja no ensino presencial ou a distância, como recurso facilitador de absorção de conhecimento, capaz de influenciar diretamente o sucesso dos alunos.


Mas, ainda assim, nem todos os professores estão preparados para integrar as novas tecnologias no ambiente escolar, seguindo na contramão da evolução metodológica adotada por várias instituições de ensino. Você, enquanto profissional da área educacional, está preparado? Prossiga com a leitura!

Utilizando a Tecnologia na Educação


Não há limites para a utilização da tecnologia na educação, e nem devemos negar ou proibir o seu uso em sala de aula.  Precisamos encarar a tecnologia como aliada do processo de ensino-aprendizado, como uma ferramenta que pode contribuir para a melhoria dos atuais métodos de aprendizagem.


A tecnologia não veio para substituir o professor! Pelo contrário: ela veio permitir a utilização de recursos ricos e interativos, facilitar o ensino e engajar alunos; além de ser um importante apoio para a seleção de eficientes estratégias pedagógicas. E, se não bastasse, os recursos tecnológicos como os smartphones e tablets estão disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar, contribuindo com a democratização da educação e respeitando o limite de aprendizado de cada aluno.



A tecnologia abre novas possibilidades à educação e possibilita que o aluno não seja mais visto apenas como receptor de informação, mas sim como participante ativo na aquisição de conhecimento.


Blogs, documentos colaborativos (como o Google Docs), podcasts educacionais, vídeos como fonte de pesquisa, materiais textuais de apoio, jogos, gamificação e até mesmo as redes sociais podem (e devem) ser utilizados para dinamizar as aulas, atrair a atenção dos alunos e, para, enfim, possibilitar uma educação mais flexível, atraente, eficiente e moderna.


Como exemplo, podemos citar o Google Maps, que, apesar de não ter sido criado com objetivo educacional, pode ser utilizado em aulas de Geografia, História, Matemática e em outros contextos de aprendizagem. Outro exemplo são os jogos e aplicativos pedagógicos, que têm sido usados de forma bem-sucedida no ensino de Ciências, Matemática, Português e Idiomas.


Existem no mercado plataformas gratuitas e pagas, como a Padlet, que permitem que professores e alunos construam projetos online em conjunto, ou plataformas online que possibilitam que o professor customize e personalize o conteúdo por região ou de acordo com os pontos fortes e fracos de cada aluno.


O Papel do Professor



Vivemos em uma época cada vez mais tecnológica, principalmente quando se trata de compartilhamento de informações e da facilidade de aprender por si mesmo; ou seja, do processo de aquisição de conhecimentos, valores e habilidades por conta própria. No ambiente educacional, esse contexto traz alguns desafios para o professor.


Os professores mais antenados já implantaram suas metodologias e ferramentas tecnológicas em sala de aula. Contudo, ainda existe um grande número de educadores que persistem em utilizar métodos antigos e já ultrapassados, ignorando o potencial dos recursos tecnológicos, das mídias sociais e dos dispositivos móveis. Se você se identifica com este último caso, não se preocupe, ainda há tempo de se adaptar à realidade digital!



Antes de sair por aí adicionando todos os novos recursos em uma disciplina, o professor deve conhecer bem a ferramenta que pretende adaptar, integrar e usar. Além disso, é importante encarar o recurso como fator determinante para um ensino mais próximo à realidade dos estudantes, conseguindo, assim, prepará-los para o futuro.


Com o avanço tecnológico, o papel do professor se ampliou. Além de ensinar, ele também deve ser orientador e acompanhante da educação do aluno, criando propostas de atividades para a reflexão, sugerindo fontes de informação alternativas e oferecendo explicações. Ou seja, o professor deixa de ser o  centro da informação para ser o mediador, o facilitador do aprendizado do estudante.


O Celular como Mecanismo de Aprendizagem



O Mobile Learning (Educação/Aprendizagem Móvel) vem recebendo bastante atenção das instituições de ensino. Graças à diversidade dos materiais didáticos e aos avanços consideráveis na qualidade das conexões de internet, hoje, é possível elaborar materiais criativos e versáteis, que utilizam todas as vantagens das mídias atuais.


Contudo, a educação por meio de celulares e tablets levanta inúmeros desafios para a produção de conteúdo. Afinal, não basta digitalizar textos e inseri-los em uma plataforma. É necessário desenvolver conteúdos objetivos, acessíveis, flexíveis e interativos.


Dessa forma, a palavra-chave para a construção da educação móvel é convergência. Isso significa que os conteúdos devem ser criados e adequados a diferentes formatos: textos, ilustrações, gráficos, questionários online, exercícios interativos, jogos, vídeos, áudios e outros recursos que influenciam os resultados do processo educacional.


Conclusão



Atualmente, é inevitável encontrar alunos com seus smartphones e tablets dentro da sala de aula, sempre conectados à internet. Diante desta realidade, ao invés de tentar proibir o uso dos dispositivos móveis nas instituições de ensino, o professor deve preparar cada aluno para utilizar a tecnologia de forma adequada. Ele precisa fazer com que os recursos tecnológicos sejam ferramentas de transmissão de conhecimento.


Com relação ao processo de aprendizagem, a adoção da tecnologia em sala de aula deve ser feita com base na contextualização e na integração com o plano de curso, no qual o desenvolvimento dos objetivos de aprendizagem deve ser a maior preocupação dos professores.


Conforme vimos ao longo deste artigo, a tecnologia contribui para melhorar o desempenho do aluno nos estudos, e as opções de recursos tecnológicos para utilização em prol da educação são muitas: redes sociais, imagens, e-books, vídeos, podcasts, games, aplicativos e muito mais. Basta selecionar as tecnologias mais úteis para cada disciplina e conhecer os princípios das novas ideias produtoras de conhecimento.


O fato da tecnologia aumentar o engajamento do aluno com a disciplina e o encantamento que ela é capaz de despertar são apenas dois motivos para você investir e insistir no uso de recursos tecnológicos em sua disciplina. Pode apostar!

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Para além dos clipes musicais, o Youtube também exerce um importante papel didático com seus vídeos informativos, educativos e ao estilo “como fazer”.


Introdução


Lançado em 2005, o Youtube se tornou a maior plataforma de distribuição digital de vídeos. Sua criação se deu através de dois ex-funcionários do PayPal, Chad Hurley e Steve Chen. Ao gravarem alguns vídeos, eles perceberam que não podiam compartilhá-los, pois os arquivos eram grandes demais para enviar por e-mail, e colocá-los na web daria muito trabalho.


Na época em que o Youtube foi lançado, já existiam inúmeros sites de compartilhamento de vídeos. No entanto, eles eram muito difíceis de usar. Dessa forma, o diferencial do YouTube era justamente o fato de o usuário não precisar se preocupar em comprimir ou descomprimir os vídeos, pois (de um de um jeito ou de outro) eles seriam convertidos e reproduzidos em Flash.


Outra diferença do site em relação aos outros existentes, além da praticidade de uso, era a possibilidade de verificar a quantidade de visualizações de cada vídeo. Isso incentivou a produção em massa de conteúdos específicos para a plataforma.

Com o sucesso obtido ao longo dos anos, o Youtube se tornou interesse de muitas empresas: Google, Yahoo, Microsoft e News Corp (então dona do MySpace). Todas fizeram propostas para adquirir o YouTube.


Em 2006, Hurley e Chen fecharam o acordo com o Google, que considerava a plataforma como “o próximo passo na evolução da internet”. O Youtube foi vendido por US$ 1,65 bilhões, sendo que, na época, já possuía mais de 700 milhões de visualizações por semana.




Como o Youtube se consolidou como a maior plataforma digital de vídeos?


Considerado um dos maiores negócios da internet e responsável por revolucionar a forma de se criar e consumir conteúdos digitais, o YouTube possui acesso de 1/3 da internet mundial, está presente em 88 países, disponível em 76 idiomas, e conta com mais de 2,5 bilhões de telespectadores por dia.


Por ser uma plataforma aberta e acessível a todos, a empresa acredita que parte desta popularização vem da democratização da produção de conteúdo audiovisual que o site oferece.


O interesse das pessoas neste nicho de mercado é enorme: dados do YouTube mostram que, a cada minuto, cerca de 400 horas de conteúdo inédito são publicadas no site. E, apesar de não divulgar o número exato, o diretor de conteúdo da empresa no Brasil afirma que existem milhões de canais recebendo receita com o programa de parceiros da empresa.


Com a grande audiência da plataforma, surgiram as pessoas que se dedicam a produzir conteúdo exclusivamente para o site. Conhecidas como Youtubers, elas representam parte de uma geração de jovens que, através de canais criados no site, se comunicam por vídeos com os mais variados temas: dicas de maquiagem, culinária, viagens, entretenimento, jogos e outros assuntos de interesse popular. A produção desses vídeos nos últimos anos se transformou em uma nova fonte de consumo de conteúdo digital, inclusive ameaçando a audiência da TV.


A estimativa é de que exista, no Youtube, cerca de 500 mil canais ativos, postando vídeos regularmente. E, a cada minuto, são carregadas 100 horas de vídeos na plataforma.


Outro dado inusitado é que uma pessoa levaria 8,5 milhões de anos para assistir todos os vídeos do Youtube.


Em relação ao acesso do Youtube, o usuário mobile (smartphones e tablets) apresenta 60% das entradas na plataforma, ficando cerca de 40 minutos ao dia na mesma. Já o usuário de computador representa 40% dos acessos, e dedica cerca de 30 minutos ao dia na plataforma.




Principais dados do YouTube


  • Vídeos de entretenimento – média de 9.816 de visualização
  • Videos de estilo, maquiagem e comportamento – média de 8.332 de visualização
  • Vídeos de ciência e tecnologia – média de 6.638 de visualização
  • Vídeos de animais – média de 6.542 de visualização
  • Vídeos de automóveis e veículos – média de 5.673 de visualização
  • Educação – média de 4.872 de visualização
  • Viagens e eventos – média 3.070 de visualização
  • Mundo game – média de 3.050 de visualização
  • Pessoas e blogs e opinião – média de 2.354 de visualização

Os principais motivos que levaram o YouTube a se tornar um fenômeno digital é o fato de a plataforma ser gratuita e possuir carregamento rápido de vídeos – em boa qualidade de imagem. Além disso, ela oferece simplicidade no upload e na hospedagem dos arquivos, permitindo também a criação de canais diversos.


Tutoriais: o YouTube para além dos vídeos musicais


Uma das particularidades mais interessantes do Youtube é que ele não é apenas uma plataforma para assistir vídeos musicais. Ele também é uma fonte de pesquisa de conteúdos informativos e tutoriais. O site possui, inclusive, uma plataforma de educação chamada Youtube Edu.


As aulas em vídeos – sejam para treinamento ou estudo – são ferramentas eficazes para transmissão de conhecimento. Rentáveis, elas oferecem diversos benefícios que vão além da sala de aula e da rotina do aluno. Vídeos fornecem um estímulo maior do que um simples áudio ou escrita. Através deles, é possível ver as expressões faciais das pessoas, a linguagem corporal e o ambiente em que a pessoa está inserida. Tudo isso de forma prática e acessível!


A maioria das pessoas considera o meio visual como a maneira mais eficiente de se aprender, pois é, sem dúvida, uma das melhores experiências para aprendizagem e assimilação do conteúdo. Os vídeos agregam valor à mensagem e contribuem para o aumento da produtividade de quem assiste, tornando o aprendizado mais intuitivo, recorrente e atemporal.


Em 2013, o Google do Brasil, em parceria com a Fundação Lemann, lançou o YouTube Edu, plataforma de vídeos educacionais. Com objetivo de lançar uma tendência e atrair cada vez mais usuários que buscam conhecimento e informação, os vídeos da plataforma são separados por disciplina: Língua Portuguesa, Matemática, Química, Física, Biologia… O Brasil foi o primeiro país – além dos EUA – a fazer parte dessa iniciativa.


Um dos principais objetivos do projeto é estimular a produção de conteúdo educacional de qualidade para a internet. A plataforma é aberta e qualquer educador pode submeter o canal para avaliação!




O poder informativo e didático dos vídeos


Em meio a ascensão do YouTube, estimulou-se também a produção e o consumo de conteúdo digital para a educação. Nesse contexto, uma metodologia de ensino se destaca por ganhar a preferência dos brasileiros: a videoaula.


De acordo com estudos publicados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a videoaula é o meio preferido no país para estudar a distância. Para 37 % dos entrevistados, o melhor formato é o de aulas em vídeo transmitido ao vivo. Em seguida, as gravadas aparecem com 34 % de preferência.


Além de apresentarem um enorme potencial educativo e informativo, aumentarem o engajamento de quem está assistindo, facilitar a absorção de conhecimento, estimular a criatividade, a combinação de elementos audiovisuais ainda aumenta a satisfação do aluno em aprender, pois a união de ilustrações e gráficos ao vídeo facilitam a compreensão do assunto.


Uma das principais vantagens das videoaulas é a possibilidade de o usuário não precisar seguir uma grade de horários pré-determinada. Portanto, se a rotina do aluno for muito apertada, ele poderá aprender o conteúdo no seu tempo.


Outro diferencial é que não há a necessidade de se estudar tudo de uma vez ou de dedicar muitas horas assistindo os vídeos. No Youtube, o usuário/aluno tem total controle sobre o consumo dos conteúdos, podendo pausar a “aula” quando quiser – ou até mesmo avançar partes dela!


O YouTube também disponibiliza vídeos tutoriais informativos, ao estilo “como fazer”, que podem ser utilizados como estratégia para o aprendizado em sala de aula e até para treinamentos corporativos!




Utilizando vídeos no aprendizado e no treinamento corporativo


Antes de criar vídeos educacionais, é essencial ficar atento a uma série de requisitos, de forma a garantir a eficiência e relevância dos conteúdos para os usuários. Confira as dicas!


  1. Comece com o conteúdo: o primeiro passo é produzir, de forma objetiva, o que você deseja transmitir.

  1. Preocupe-se com o áudio: faça gravações em lugares sem ruídos e, se possível, invista em um microfone.

  1. Faça um roteiro: não adianta, por exemplo, querer preparar o aluno para o Enem e não saber o que é cobrado. Crie um roteiro, baseando-se naquilo que você quer ensinar e incluindo informações e dados que vão enriquecer o seu conteúdo.

  1. Invista em equipamentos: com o passar do tempo, se for isso o que você quer fazer de verdade, comece a investir em equipamentos. Compre uma boa câmera e um bom microfone. Quanto mais profissional for o canal, mais pessoas vão se interessar em assistir!

  1. Divulgue: divulgue ao máximo o seu conteúdo, seja por Facebook ou Instagram. É por meio da divulgação que as pessoas vão conhecer o seu trabalho!



Diferentemente dos vídeos educacionais, os conteúdos voltados para treinamento e ambientes corporativos exigem uma explicação mais aprofundada, com bons argumentos e com temas relacionados ao meio corporativo.


Os vídeos devem estar de acordo com a cultura e a política da empresa, e podem ser criados e apresentados pelos próprios funcionários. Confira algumas dicas sobre o assunto!


  1. Defina seu público

O quanto bem informado é o seu público? Uma vez que iniciantes precisam de uma introdução ao assunto, os veteranos podem achar chato ou até mesmo ofensivo. Qual a idade, gênero e nível educacional dos espectadores? Defina as características do seu público e, de acordo com elas, escolha a linguagem do vídeo.


  1. Prepare um roteiro

Na hora de criar um treinamento em vídeo, é crucial preparar um roteiro antes. Com o seu discurso escrito, será mais fácil apresentar o conteúdo de forma objetiva e clara.


  1. Organize a cena

Com o roteiro pronto, é hora de avançar para a cena. Para tornar o vídeo mais eficaz, filme em um ambiente real, que seja diretamente relacionado ao tema abordado. Por exemplo: se está ensinando técnicas de venda, grave seu treinamento em um balcão de vendas!


Conclusão


Com as salas de aula cada vez mais associadas a ambientes digitais, é praticamente impossível deixar o YouTube de fora das ferramentas essenciais para a educação e também para o dia a dia.


Considerado como uma revolução da era digital, o YouTube permite o  compartilhamento mundial de conhecimentos, a possibilidade de se aprofundar em temas específicos e de consolidar o aprendizado.


Ao usar o YouTube na sala de aula, por exemplo, o professor tem o controle total do ritmo de aprendizagem, sendo ideal tanto para os alunos que aprendem mais rapidamente e para os alunos que têm mais dificuldade em acompanhar a matéria.


Portanto, aliar a plataforma ao ensino e ao aprendizado promove benefícios para todos os envolvidos no processo educacional!

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O podcast educacional tem revolucionado métodos de ensino, e este artigo explica como a ferramenta pode ser uma alternativa eficaz de aprendizado!


Introdução


Todo indivíduo possui ou apresenta uma maneira própria de aprender, que é definida como ‘estilo de aprendizagem’. Pode ser cantando músicas, através de brincadeiras ou até mesmo de jogos pedagógicos.


Estes diferentes estilos de aprendizagem são reconhecidos no sistema educacional como:
visual, auditivo ou sinestésico.


O
aluno visual obtém conhecimento através de leitura de textos, imagens, gráficos, diagramas – e tende a recordar melhor as informações se ele as lê silenciosamente para si mesmo, antes de ler em voz alta ou discutir.


Já o
auditivo adquire melhor o conhecimento lendo um texto em voz alta, ouvindo histórias gravadas em áudio ou participando de uma discussão. Os alunos sinestésicos aprendem melhor através de uma abordagem “mão na massa”. Eles aprendem movendo, tocando e fazendo.


Mas diante da revolução que o sistema educacional vivencia, com a tecnologia cada vez mais presente nas salas de aula, esses conceitos têm se tornado cada vez mais escassos.


Eles dão espaço a um novo momento que, através de novas tecnologias e ferramentas modernas, prometem transformar a vida de alunos e professores. A Internet, aliada aos smartphones, pretende revolucionar o formato de ensino estabelecido hoje nas escolas.


Podcast: o que é?


Inspirado pelos programas de rádio, o podcast nada mais é do que uma forma de transmissão de arquivos multimídia na Internet, criada pelos próprios usuários. Nestes arquivos, as pessoas disponibilizam listas e seleções de músicas ou simplesmente falam e expõem suas opiniões sobre os mais diversos assuntos.


Podendo ser ouvidos a qualquer hora, os podcasts criam uma espécie de rádio virtual direcionada para assuntos específicos. Além disso, esses arquivos podem ser escutados perfeitamente em um player portátil.


No Brasil, o primeiro podcast surgiu em 2004 e, em 2005, foi organizada a Conferência Brasileira de Podcast (PodCon Brasil), primeiro evento brasileiro dedicado exclusivamente ao assunto.


De acordo com especialistas, quando os primeiros podcasts brasileiros surgiram, eles se assemelhavam bastante aos norte-americanos, com pouca ou nenhuma edição, lembrando programas ao vivo de rádio. Já a partir de 2005, novos formatos surgiram, inspirados em programas de rádio voltados para jovens. Essas apresentações aliavam humor, técnica e mixagem de som, com pautas leves e descompromissadas, e trilha e efeitos sonoros que valorizavam a fala dos locutores.


Uma pesquisa feita em 2015 nos Estados Unidos apontou que 1 em cada 3 americanos ouvia podcasts. No Brasil, a estimativa era bem menor que isso: cerca de 1,5 mil ouvintes.


Atualmente, a podosfera brasileira já se tornou suficientemente sólida do ponto de vista de quantidade e qualidade, embora ainda não de popularidade. Podemos encontrar programas sobre praticamente todos os temas.

 

As vantagens de aprender ouvindo podcasts

 

Simples, prático e acessível, o podcast se tornou, ao longo dos anos, uma excelente ferramenta para quem deseja adquirir novos conhecimentos.


O recurso atua como facilitador, já que pode ser reproduzido em computadores, tablets ou celulares, a caminho da escola ou até mesmo no transporte público. Através dos podcast, professores e alunos com interesse em produzir conteúdo específico para educação podem hospedar seu material e fazer disso um recurso educacional aberto. A partir daí, os áudios gravados podem ser baixados para serem ouvidos em qualquer lugar.


Um dos principais pontos positivos do podcast, quando usado como ferramenta educacional, é a permissão de trabalho colaborativo. Com distribuição gratuita e livre, contribui para a difusão e uso, facilitando o compartilhamento de conhecimentos e troca de ideias entre alunos, professores e usuários da rede. O podcast é também uma excelente ferramenta de autoaprendizagem, já que possui disponibilidade e acesso livre pela rede.


Outra grande vantagem do seu uso é o fato de o usuário ver baixados seus episódios de forma automática por meio dos feeds. Além disso, sua vinculação a um blog o estimula a participar de comunidades virtuais e a realizar aprendizagens colaborativas.


Este recurso também contribui com a educação na medida em que desenvolve a autonomia do aluno, colaborando para que ele se torne responsável pela construção de seu próprio aprendizado.


Quando utilizar o podcast como ferramenta educacional?

 

O podcast se tornou o queridinho da vez de muitos brasileiros que desejam se capacitar, e a prova disso é que cada vez mais empresas e instituições de ensino têm investido na ferramenta como mais um canal para propagar conhecimento.


Os cursos de idiomas, por exemplo, são os que mais têm investido em podcast. E a escolha tem dado bons frutos, pois a possibilidade de se aprender um novo idioma de forma prática e acessível anima e motiva muitos estudantes.


Além de cursos, a ferramenta também pode ser útil como um complemento de conteúdos ensinados em sala de aula, permitindo que os alunos possam revisar seus textos e aulas.


Para os docentes, o podcast atua como um facilitador, pois através dele é possível dar instruções aos alunos sobre a atividade a ser desenvolvida, auxiliar no aprendizado das matérias (principalmente quanto à compreensão oral e fixação de pronúncia). Além disso, o recurso pode substituir uma aula presencial quando o objetivo for a simples exposição de conteúdos.  


Utilizando podcasts a favor da aprendizagem auditiva

 

Existem diversas formas de utilizar podcasts a favor da aprendizagem auditiva:


Recorrer a podcasts na Internet –
atualmente, há diversos sites e canais que disponibilizam áudios com os mais variados assuntos relacionados à educação. São eles:


Podcast da Educação
: oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, conta com especialistas abordando temas na área educacional.


Braincast: reúne os melhores podcasts em português dos mais variados assuntos, e claro, um deles é Educação.


Nerdcast:
Aborda assuntos do mundo geek, mercado de trabalho, filmes, games, quadrinhos, redes sociais e demais assuntos relacionados à Internet.


Produzir seu próprio podcast –
Ao decidir criar seu próprio podcast, a primeira coisa que você deve ter em mente é o tema que será abordado. Após a definição do assunto, vem a criação do texto que será gravado, e, por isso, é importante se sentir confortável com todas as palavras e entonações. A gravação e a edição do áudio devem ser bem planejados para evitar falhas e ruídos. O ideal é que os áudios sejam gravados em lugares fechados e com boa acústica. Uma das maiores dificuldades de quem está começando no mundo dos podcasts é a questão da hospedagem dos mesmos. Porém, atualmente existem inúmeras formas gratuitas de hospedagem, com bastante espaço para armazenamento.


Criar podcasts como trabalho avaliativo –
ideal para docentes, essa é uma forma inovadora de aplicar teste sobre os temas tratados dentro de sala de aula. Os professores ditam as regras que devem ser seguidas e os alunos, por meio do áudio, irão responder às questões propostas.


Conclusão


O podcast já é uma grande realidade, e muitas instituições estão aderindo a este novo formato de aprendizado, já que, junto com a leitura e as aulas presenciais, ele pode aumentar a efetividade do ensino. Afinal, o áudio possui uma grande capacidade de despertar sentidos e atitudes.


Nas universidades, é muito comum que a mesa do professor abrigue uma série de gravadores e celulares. Os áudios das aulas servem como material de apoio e lembrete aos alunos sobre o conteúdo assistido. O problema é que estes áudios são captados com baixa qualidade e, como se não bastasse, o aluno que o utiliza guarda apenas para si.


Com a utilização dos podcasts pelos docentes, este hábito já começa a mudar, fazendo com que os conteúdos sejam compartilhados com uma gama maior de interessados. O uso do recurso também contribui para a redução do volume de material impresso, já que os trabalhos solicitados pelos professores podem ser feitos e entregues por meio dessa mídia.


Para aplicar o podcast na educação de forma eficaz, é preciso que o professor selecione assuntos relevantes para os alunos. Essa seleção deve ser minuciosa, de modo que os temas abordados sejam explicativos e não gerem dúvidas.


Outro aspecto importante a ser levado em conta é que
o podcast se diferencia do rádio em dois aspectos. Enquanto o rádio necessita de ouvintes disponíveis para a sua programação, o podcast é um arquivo gravado e liberado para download. Ou seja, ele pode ser consumido a qualquer momento.


Além disto, um veículo de massa como o rádio precisa partir de comunicações amplas para impactar o maior número de pessoas. Já no podcast, o diferencial está justamente na produção segmentada dos arquivos.


Sabe-se que mais de 40% da população tem o estilo de aprendizagem auditiva como predominante. Isso significa que, para muitos, o podcast pode ser uma grande ferramenta de ensino, além de um recurso complementar às aulas tradicionais!

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O celular na sala de aula já é uma grande alternativa de aprendizagem, e esse artigo aborda seus principais benefícios para estudantes e professores!


Introdução


O brasileiro nunca esteve tão ligado em tecnologia, e a prova disso são as inúmeras pesquisas que mostram um crescimento exorbitante da utilização de smartphones.


De acordo com um estudo feito pelo ‘Google Consumer Barometer’ (barômetro do consumidor) junto com a empresa de pesquisas Kantar TNS, enquanto em 2012 apenas 14% dos brasileiros utilizavam smartphones, em 2016 esse número passou para 62%. Já os dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) apontam que o Brasil terá um smartphone em uso por habitante até o final deste ano.


E, em tempos tecnológicos, a utilização do celular em sala de aula tornou-se uma forte tendência, já que pode ser uma estratégia poderosa para reforçar e dinamizar o aprendizado.


Embora a cultura digital já seja uma realidade entre alunos e professores, a nova proposta de ensino tem desafiado a tradição. De acordo com especialistas e docentes, quando bem utilizado e também supervisionado, o aparelho em sala de aula pode se tornar um excelente instrumento de aprendizagem, inclusive para engajar alunos no processo de ensino, pois a grande maioria dos smartphones possui inúmeros recursos como: câmeras, gravador de voz, mapas, além de, é claro, o acesso à internet.


Ainda de acordo com especialistas, estar conectado durante a aula não necessariamente significa distração e perda de foco. A alternativa é também uma maneira de aprender como pesquisar, coletar dados e referências, além de auxiliar alunos a inteirar-se de assuntos atuais em tempo real. Ou seja, o aluno acaba se tornando o protagonista do próprio aprendizado.




O potencial de engajamento das novas tecnologias na educação


Livros virtuais, aplicativos e plataformas que interagem com estudantes por meio de imagens e sons, integrando o mundo real com o mundo digital. Já está mais do que provado que a realidade virtual pode aumentar o desempenho dos alunos e gerar maior engajamento com os conteúdos dados em sala aula. A inclusão de novas tecnologias têm facilitado e dinamizado o ensino e o aprendizado, tornando-o mais rico, motivador e atrativo para os estudantes.


Através dos smartphones, é possível engajar alunos de diversas formas. O conceito de
sala de aula invertida, por exemplo, é uma tendência que vem sendo adotada no mundo todo. Segundo a metodologia, o professor disponibiliza o material necessário para o aluno estudar em casa através de aulas online, e então trazer as dúvidas para a sala de aula.


Assim, produtivos debates assumem o lugar do modelo clássico em que o professor fala e o aluno ouve. O que o professor precisa entender é que a tecnologia é essencial para os jovens, que já nasceram conectados. Por isso, não há como competir com esta realidade. O jeito é aliar-se à tecnologia e utilizar a criatividade para pensar em diferentes formas de ensino que a tecnologia pode proporcionar aos alunos.




Motivos para apostar no celular como ferramenta pedagógica


São diversos os benefícios que as ferramentas pedagógicas digitais oferecem, tanto para o professor, como para melhorar o desempenho dos seus alunos. São eles:


  • estimular novas experiências através da cultura digital;
  • construir novas competências e contribuir para o seu desenvolvimento;
  • tornar as aulas mais atraentes e inovadoras;
  • ampliar possibilidades para alunos e para professores;
  • transformar a aprendizagem, tornando-a mais motivadora e significativa;
  • proporcionar novos caminhos para o ensino através de novas metodologias, formando educadores e os ajudando a descobrir estratégias inovadoras para o aperfeiçoamento do processo educacional.


E as vantagens vão além: o ensino digital permite que os estudantes aprendam a qualquer hora e em qualquer lugar, auxiliando na construção de novas oportunidades de aprendizado. Ele também otimiza o tempo na sala de aula e permite o contato imediato e informal entre professores e estudantes, de modo que a relação se torna mais próxima.


A familiaridade dos estudantes com os smartphones tem feito com que cada vez mais escolas passem a investir em tecnologias de educação. Diante desse cenário, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) publicou um guia com recomendações políticas e bons motivos para professores e alunos aproveitarem as tecnologias móveis (como celulares, smartphones e tablets) em sala de aula.


Entre as recomendações presentes no documento, destacam-se a criação de conteúdo adequado e a promoção do uso seguro e saudável das tecnologias. Com essas orientações, acredita a Unesco, os governos estarão mais próximos de usufruir dos benefícios do aprendizado móvel.




Como utilizar o celular como aliado do ensino em sala de aula


Existem diversas formas de se utilizar o smartphone como aliado da aprendizagem. São elas: aplicativos educacionais, grupos de discussão em redes sociais ou através de consultas online de conteúdos multimídia que podem ajudar a complementar e a enriquecer o tema de estudo.


Os aplicativos educacionais, por exemplo, possuem conteúdos complementares multimidiáticos e outros recursos interativos que unem professores e alunos para facilitar a comunicação da turma e criar uma forma simples de compartilhar e corrigir tarefas e materiais úteis para o ensino.


Já os grupos de discussão são muito utilizados para troca de experiências. Lá, é possível que o aluno aprenda e também auxilie amigos que estejam com determinadas dúvidas. É um espaço para debater ideias e absorver conhecimentos.


As consultas online são essenciais para que os alunos possam obter conhecimento sobre o assunto debatido em aula de forma imediata. Essa metodologia auxilia os estudantes a fixarem ainda mais as matérias dadas em sala de aula.




É possível adaptar o celular como ferramenta de ensino infanto-juvenil e adulto?


Dentre os recursos que ajudam a transformar o celular em uma ferramenta de ensino tanto para crianças, quanto para jovens e adultos, estão os jogos educativos.


Os jogos, quando bem utilizados em sala de aula, são um ótimo recurso de aprendizagem. Com eles, o professor pode deixar as aulas mais dinâmicas, proporcionando ao aluno uma forma diferente e divertida de aprender.


Personalizados de acordo com a necessidade de cada aluno, os jogos permitem uma abordagem diferente para o desenvolvimento das competências cognitivas. Além disso, trabalhar com jogos educacionais ajuda os alunos a manterem a concentração e a renderem mais.


Para as crianças, essa estratégia é considerada uma das melhores formas de prender sua atenção, pois através do celular elas irão estimular a imaginação, obter conhecimento e promover a criatividade, além de desenvolver a autonomia.




Conclusão


Existem diversas maneiras de tornar o uso do celular uma alternativa eficaz.


O professor tem a possibilidade de ministrar a aula de maneira mais expositiva sobre determinado assunto. Em uma aula sobre planetas, por exemplo, o aluno poderá acessar o smartphone e verificar em tempo real tudo sobre o planeta em questão.


Monitorar a performance nas aulas de educação física. Através de aplicativos, é possível aumentar a produtividade e a participação dos alunos nas aulas. Aplicativos podem monitorar frequências cardíacas e avaliar o rendimento de cada aluno, permitindo que o professor saiba como melhor administrar as aulas, entenda as limitações de cada aluno para os exercícios realizados e, assim, possa planejar uma aula mais adequada, saudável e com mais qualidade a partir de todos os dados coletados nesses monitores virtuais.


Criar e ser criativo. Existe uma série de aplicativos para smartphone que podem dar um toque bem mais dinâmico, criativo e divertido. O iMovie, por exemplo, pode criar vídeos extremamente profissionais e com uma série de recursos excelentes, de uma forma bem descomplicada e fácil de se utilizar. Caso o professor queira envolver uma música no trabalho, o Songify consegue transformar imediatamente qualquer discurso gravado em uma música e ainda permite uma grande variedade de ritmos.


Outro aplicativo muito utilizado é o Pinterest. Ele possui imagens diversas que podem complementar qualquer trabalho.  


Dessa forma, o celular pode ser uma poderosa ferramenta para enriquecer e complementar o aprendizado. Porém, é necessário que o docente saiba estabelecer limites para que o uso seja equilibrado e benéfico. Este, sem dúvidas, é um grande desafio para os professores, que precisam determinar, dentro de sala de aula, o principal objetivo do celular: ser um aparelho aliado às novas informações e fontes de estudo.


O uso da tecnologia favorece a interação entre alunos e professores, e até mesmo aqueles considerados tímidos conseguem interagir por meio de ferramentas tecnológicas.


Quando aliada à educação, a tecnologia permite que todos expressem seus conhecimentos e deem opiniões, o que traz à tona a experiência prévia dos alunos e os motiva ainda mais, pois eles passam a sentir-se parte ativa e importante do processo de aprendizagem.

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Criação: Cláudio Almeida

Quem é o Designer Instrucional e por que essa profissão é imprescindível para a educação a distância?


Talvez você desconheça o assunto e a profissão. E isso é bastante compreensível, principalmente se você não trabalha no ramo da educação. Afinal, o Design Instrucional é considerado como uma área nova no Brasil e, por isso, é desconhecido por muitas pessoas.


Entretanto, quando começarmos a falar de forma mais detalhada sobre o assunto, você certamente descobrirá que estamos falando de algo que já existe faz tempo, mas com outros focos de atuação.


O grande
boom do Design Instrucional nas últimas décadas decorre do crescimento das novas tecnologias e da evolução no processo de ensino-aprendizagem.


Para começar, vamos compreender o conceito de
design e, na sequência, instrucional.


A palavra inglesa
design refere-se ao processo de dar origem e elaborar um projeto. Portanto, compreenda design como projeto, como um processo de idealização, criação, desenvolvimento, concepção e configuração de algo para o consumo, em todas as fases e especificidades.


Já o termo
instrucional (oriundo do termo americano instructional) significa ensino, em português.


Portanto, podemos dizer que
Design Instrucional é o processo de desenvolver projetos de ensino. Nesse contexto, o Designer Instrucional é o responsável e principal executor desses projetos, participando ativamente da mediação entre educação, tecnologia, comunicação, produção e gestão. Para simplificar, podemos dizer que o Design Instrucional pretende facilitar a experiência de aprendizagem do aluno em um curso ou treinamento.


Apesar de ser uma área de atuação bastante ampla, os Designers Instrucionais, sem exceção, têm um ponto em comum:
trabalham em prol da educação.


De resto, o mercado engloba vários tipos de profissionais, que são geralmente reconhecidos por suas diferentes formas de atuação, que podem variar de acordo com o tipo de mídia que irá prevalecer no conteúdo em que atuam. Por exemplo: um Designer Instrucional que trabalha com materiais impressos ou com treinamento presencial atua diferente de um
DI que trabalha com mobile learning. Neste artigo, focaremos nos profissionais de DI que atuam e gerenciam projetos de cursos on-line.



POR QUE DESIGN INSTRUCIONAL É IMPORTANTE?


A educação a distância (EAD) está presente em nossas vidas há muito tempo. No entanto, somente a partir da evolução dos computadores e da internet é que a modalidade de ensino evoluiu de forma significativa. Só para ter uma ideia: de acordo com uma pesquisa da SAGAH em parceria com a Educa Insights, divulgada em 2016,
a educação a distância tende a superar o ensino presencial no Brasil a partir de 2023.


São várias as razões para apostar na educação a distância como a modalidade de ensino do futuro. Afinal, ela apresenta inúmeras vantagens. Muitas destas estão relacionadas à flexibilidade de estudo, economia de recursos financeiros e pedagogia inovadora. Entretanto, fazendo uma análise de alguns conteúdos on-line disponíveis no mercado, podemos observar que ainda falta planejamento e conhecimento quanto ao processo que surgiu para facilitar a aprendizagem de múltiplas pessoas. Com isso, erros que poderiam ser evitados são cometidos.


Além dos fatos mencionados, muitas instituições de ensino e empresas priorizam o baixo custo e fazem a pura e simples transposição do modelo tradicional para o mundo digital, ignorando, por exemplo, que cada pessoa aprende melhor de forma diferente. Vejamos: enquanto algumas pessoas absorvem todo o conteúdo realizando uma leitura, outras aprendem melhor por meio de videoaulas ou áudios.  


Para a nossa sorte, existem instituições de ensino e empresas que de fato se preocupam com a educação a distância. Elas trabalham para garantir o que há de melhor no EAD no que diz respeito à capacitação e desenvolvimento de habilidades e competências de pessoas em geral, principalmente daquelas que veem na modalidade de ensino a oportunidade de estudarem de forma dinâmica, por meio de diversas mídias, aproveitando o tempo livre para aprender onde e quando quiserem.


Além das instituições de ensino e empresas que se preocupam com a educação a distância, também existem profissionais
qualificados para facilitar o processo de ensino-aprendizagem na modalidade, tornando a experiência mais interessante e proveitosa. Um desses profissionais, conforme você pode imaginar, é o Designer Instrucional, que garante a transferência da informação com clareza, a retenção do conteúdo, o desenvolvimento de habilidades e a eficácia no uso dos recursos tecnológicos.


Como afirma a autora Andréa Filatro, em seu livro “Design Instrucional Contextualizado: Educação e Tecnologia”, o Design Instrucional corresponde à “ação intencional e sistemática de ensino, que envolve o planejamento, o desenvolvimento e a utilização de métodos, técnicas, atividades, materiais, eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas, a fim de facilitar a aprendizagem humana a partir dos princípios de aprendizagem e instrução conhecidos”.


Ou seja, o Design Instrucional é uma peça importantíssima para a educação moderna e virtual. Afinal, ele prima pela incorporação de ferramentas e atividades que permitam o exercício da autonomia do aluno, objetivando enriquecer o processo de ensino-aprendizagem.


Neste contexto, o Designer Instrucional deve compreender a proposta do conteúdo educacional, entender o objetivo da instituição de ensino ou da empresa (em casos de treinamentos) e dialogar com os demais integrantes da equipe multidisciplinar envolvida na construção do projeto, chamando a atenção quanto às possibilidades de empregar os recursos tecnológicos, os materiais propostos (textos, áudios, videoaulas, infográficos) e os recursos de avaliação do curso ou da disciplina.



BREVE HISTÓRIA DO DI


O primeiro curso a distância do mundo é de autoria de Isaac Pitman. O educador lançou em 1860, na Inglaterra, o primeiro curso via correspondência, com o intuito de oferecer formação para pessoas que, por motivos geográficos e econômicos, não podiam ir aos centros de ensino tradicionais.


No entanto, a modalidade de ensino só passou a ganhar destaque durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, o governo dos Estados Unidos criou, a partir de uma equipe multidisciplinar, um processo para organizar técnicas de treinamento para os seus soldados se preparem bem para os confrontos e para manusear os equipamentos de guerra.


Depois dos excelentes resultados obtidos pelos soldados norte-americanos, os pesquisadores começaram a estudar a técnica utilizada e, posteriormente, a fazer novos experimentos para deixar o processo de ensino-aprendizagem mais eficiente. Assim, a metodologia de ensino-aprendizado passou a ser adotada em vários segmentos, como indústria, comércio e forças armadas. Já as instituições de ensino relutaram para aceitar e adotar a nova metodologia, retardando o processo de ensino em termos pedagógicos.


Mas, com o avanço tecnológico, a educação a distância evoluiu a ponto de ser apontada como a metodologia de ensino do futuro – e o Design Instrucional passou a ser peça-chave para o segmento.


CONCEITOS IMPORTANTES


Para conseguirmos entender todas as premissas do Design Instrucional, precisamos conhecer alguns conceitos importantes que estão atrelados à área como um todo.
Confira!


A pedagogia, a andragogia e a heutagogia visam à construção do conhecimento, na qual o próprio estudante consegue buscá-lo e construí-lo de maneira científica e estimulante. As premissas de cada uma delas estão associadas a alguns pressupostos básicos.


– Pedagogia:
está associada ao professor, pois ele é o responsável por propor e conduzir todo o processo de aprendizado, selecionando os conteúdos que serão aprendidos e a metodologia que será aplicada ao longo de um curso ou disciplina.

Na origem da palavra, pedagogia significa ensino de crianças e, atualmente, todos os seus conteúdos são destinados ao público infantil.


– Andragogia:
é o contraposto da pedagogia. Ou seja: a andragogia é a ciência de orientar adultos a aprender, utilizando os métodos adequados para ensiná-los. Na andragogia, o adulto, através da mediação do professor, precisa entender o porquê do aprendizado e qual o ganho que terá com o processo.


– Heutagogia:
bastante utilizada no ensino a distância, ela pode ser definida como um processo de autoeducação. Ou seja, o próprio aluno é responsável por organizar o seu processo de aprendizagem.

O Designer Instrucional precisa criar uma base de conhecimento a respeito de todos esses conceitos para conseguir trabalhar cada conteúdo de forma eficiente, de acordo com o público-alvo em questão.



BASES E FUNDAMENTOS DO DI


Os princípios, conceitos, processos e teorias de Design Instrucional fundamentam-se em diversas áreas do conhecimento. Entretanto, todos eles têm como principal objetivo desenhar projetos que propiciem o processo de ensino-aprendizagem.


De acordo com Filatro (2008), o DI envolve os seguintes campos do conhecimento:


Ciências Humanas:
influenciam na medida em que apresentam conhecimentos a respeito do processo de aprendizado, do comportamento das pessoas em todos os seus aspectos (social e cognitivo). Nessa área do conhecimento também estão as teorias de aprendizagem.


Ciências da Informação:
apresentam as bases para o trabalho com diversas mídias audiovisuais, fazendo com que o Design Instrucional de um conteúdo seja desenvolvido de formas diferenciadas para cada tipo de mídia – já que cada uma delas exige tratamento diferenciado da informação.


Ciências da Administração:
proporcionam o apoio necessário ao DI para gerenciar projetos educacionais, organizar atividades, coordenar equipes multidisciplinares, entre outras atividades.

Com todos esses campos do conhecimento, é possível encontrar bases e fundamentos para as ações do DI (sejam elas simples ou complexas, em níveis de atuação micro ou macro). Com eles, o Designer Instrucional consegue integrar todas essas ciências em prol do planejamento, organização e desenvolvimento de eventos educacionais eficazes.


CONCLUSÃO


Educação a distância, Design Instrucional e tecnologias são temas amplos e que envolvem vários conceitos importantes para o melhor entendimento da atividade. Para trabalhar como Designer Instrucional, é essencial conhecer as bases, os conceitos e os fundamentos da profissão, bem como sua evolução histórica.


Atualmente, no Brasil, ainda não existe um curso de graduação específico para essa função. No entanto, existem especializações e cursos livres. Independentemente se você quer se especializar na área ou contratar um Designer Instrucional para criação de algum material didático, saiba que as atividades são bastante complexas e não podem ser executadas por qualquer um!

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mLearn

Criação: Júlia Boaventura

Não há como discordar que as imagens desempenham um papel fundamental em nossa vida. Todos os dias, nos deparamos com centenas de fotos, gráficos, ilustrações, infográficos e muito mais. E acredite: elas causam um enorme impacto em nossos costumes, hábitos de consumo, forma de pensar e até de agir.

Quando utilizadas no aprendizado, as imagens ensinam, reforçam, auxiliam. Além de serem atrativas e facilitarem a memorização, elas ainda conseguem transmitir informações de uma forma muito rápida. Para entender mais sobre o assunto, confira o infográfico!


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mLearn
Criação: Cláudio Almeida

O mobile learning (educação móvel) vem recebendo cada vez mais atenção das instituições de ensino e das empresas – principalmente aquelas que querem seguir na linha de frente da inovação. Então, por que não aproveitar o fato dos smartphones e tablets estarem sempre à mão para investir neste promissor formato de ensino-aprendizagem?

Se você não dá a devida importância para este assunto, acredite: será necessário repensar a sua estratégia não apenas de ensino, mas também  de mercado. Grande parte da população brasileira está usando o mobile learning, e essas pessoas querem uma experiência de aprendizado superior a do modelo tradicional (presencial).


Só para você ter uma  ideia da popularização dos smartphones: de acordo com o levantamento da empresa Cheetah Mobile, cada brasileiro interage mensalmente com 53,62 apps. Ao todo, nove países (Alemanha, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Índia, México, Reino Unido e Rússia) foram monitorados pela pesquisa. Os números do levantamento mostraram que o brasileiro usa e interage com mais aplicativos do que a média global, que possui engajamento com 39 apps por mês.

As pessoas que fazem parte deste mercado buscam aplicativos educacionais que possam contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional, para acessá-los de forma simples, a qualquer hora e em qualquer lugar. E com esse forte aumento da demanda, novas oportunidades surgem a partir do mobile learning e das infinitas possibilidades de segmentos e focos de atuação. O problema, no entanto, é: como desenvolver conteúdos eficientes de aprendizagem móvel? Vamos aprender?


Se você anda pensando em desenvolver cursos ou treinamentos mobile para modernizar o seu método de ensino-aprendizagem ou até mesmo para aumentar a sua renda mensal, saiba que a elaboração do material didático é uma tarefa árdua e complexa. Mas, com um bom planejamento, você certamente conseguirá engajar as pessoas e obter sucesso.

Graças à diversidade dos materiais didáticos e aos avanços consideráveis na qualidade das conexões de internet, hoje, é possível elaborar cursos ou montar treinamentos bastante criativos e versáteis, que utilizam todas as vantagens das mídias atuais. Além dos textos para leitura, o conteúdo pode (e deve) incluir videoaulas, podcasts, ilustrações, gráficos e outros recursos que influenciam os resultados do processo educacional.

Acompanhe a segunda parte do nosso artigo na próxima semana!


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