10 de dezembro de 2018

Como enfrentar a síndrome de burnout

Você conhece alguém extremamente desgastado no trabalho ou já se pegou em uma situação similar? Ou por acaso já ouviu falar da síndrome de burnout? Burnout é uma palavra do idioma inglês e pode ser traduzida como “queimar por completo”, no caso o estresse emocional e físico pelo qual a pessoa sofre no ambiente corporativo.

Também chamada de síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico que se baseia em um estado de tensão emocional e estresse provocado por condições de trabalho desgastantes.

Essas condições podem envolver questões físicas, emocionais e psicológicas, sendo que a síndrome geralmente se manifesta em pessoas cujas profissões exigem um envolvimento interpessoal intenso. Muitas vezes é considerada de caráter depressivo, o ponto máximo do estresse profissional.

Os workaholics, ou seja, aqueles indivíduos que são viciados em trabalho são fortes candidatos a desenvolver a síndrome de burnout.

 

Quais são os principais sintomas?

O sintoma primário, ou seja, aquele que desencadeia outros sintomas é uma sensação de esgotamento físico e emocional que reflete em atitudes negativas como absenteísmo, agressividade, isolamento, irritabilidade, mudanças bruscas de humor, dificuldade de concentração, pessimismo, depressão, distanciamento afetivo, ansiedade e baixa autoestima.

Outros sintomas secundários também são relatados como dores de cabeça, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrintestinais.

 

E como enfrentar a síndrome de burnout?

Além de uma pausa no trabalho, quem é diagnosticado com a síndrome de burnout recebe tratamento psicológico. Durante esse processo, o terapeuta ajuda o paciente a encontrar determinadas estratégias para combater o estresse.

Nas consultas, a pessoa tem tempo para desabafar e para trocar experiências que ajudam a melhorar o autoconhecimento e a ganhar mais segurança no trabalho.

As estratégias para a melhora do quadro incluem:

– Reorganização do trabalho, com a redução das horas laborais ou tarefas exigidas.

– Aumento do convívio com amigos, para se distrair do estresse do trabalho.

– Execução de atividades relaxantes ou que saem da rotina, como dançar, ir ao cinema, sair com os amigos etc.

– Fazer cursos de áreas amplas que não necessariamente tem ligação com a atividade laboral. Exemplo: um curso de idiomas ou de administração do tempo.

– Fazer exercícios físicos, como caminhada, Pilates, hidroginástica etc.

O ideal é fazer várias técnicas ao mesmo tempo para que a recuperação seja mais rápida e eficaz.

Em casos mais graves, um psiquiatra pode indicar a ingestão de remédios antidepressivos por um período de tempo para sanar problemas como a sensação de inferioridade e incapacidade de contornar a situação.

 

Sinais de piora

Caso não se submeta ao tratamento de forma adequada, o colaborador pode apresentar características como perda total de motivação com relação ao trabalho, ausência exacerbada e desenvolvimento de distúrbios gastrointestinais, como diarreia e vômitos.

 

Sinais de melhora

Ao se submeter ao tratamento de forma adequada, o colaborador, aos poucos, passa a apresentar sinais de melhora como maior rendimento, maior confiança e, consequentemente, menor frequência de dores de cabeça e cansaço.

Com essa evolução, ele passa a se sentir bem e voltar normalmente às atividades laborais.

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