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Os aplicativos se tornaram ferramentas essenciais na nossa vida. Contudo, criá-los requer sabedoria. Neste artigo, conheça os desafios de fazer apps mobile!


Introdução


O Brasil conta hoje com mais de 168 milhões de smartphones ativos, conforme pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). E é quase impossível imaginar a vida desses usuários sem a utilização de aplicativos.


De acordo com pesquisa realizada pela empresa Cheetah Ad Platform, o Brasil é o país com o mercado de aplicativos móveis mais competitivo do mundo, seguido dos Estados Unidos e do México. Depois de analisar dados de 52 milhões de usuários de diversos países, a pesquisa também mostrou que os brasileiros são os que mais usam aplicativos para celular (Android) no planeta. Cada brasileiro utiliza, em média, 29,23 aplicativos por mês, número acima da média global, que está em 27.




Segundo especialistas, os aplicativos já existiam há muito tempo, mas se limitavam apenas a plataformas fixas. Com o surgimento dos smartphones – em 2005 -, as possibilidades de aplicação dessas ferramentas aumentaram.


Atualmente, os aplicativos de mensagens são os que mais se destacam, devido a seu impacto significativo no mercado. O uso desses apps já resultou, inclusive, na queda da receita de SMS das operadoras de telefonia.


Depois dos aplicativos de mensagens, a categoria que mais cresceu foi a de plataformas de utilidade e produtividade, com 150% de alta. Na sequência, aparecem aplicativos de música, mídia e entretenimento (78%), estilo de vida e compras (77%), jogos (66%), esportes, saúde e fitness (49%), notícias e revistas (31%).


O relatório da App Annie aponta que os desenvolvedores receberam mais de US$ 35 bilhões vindos de lojas de aplicativos, um crescimento de 40% em relação ao ano anterior. Se analisados os lucros de lojas de terceiros para Android, o valor chega a US$ 89 bilhões.


Diante desse cenário, criar aplicativos mobile tem se mostrado como uma oportunidade de crescimento financeiro para empresas e até para pessoas comuns. Entretanto, são muitos os desafios e os cuidados necessários para fazer um app de sucesso!


Os desafios de fazer aplicativos mobile


Importantíssimos no mercado atual, os aplicativos proporcionam aos usuários o acesso à informações e serviços de forma rápida e prática. Porém, na visão de especialistas do segmento, ter uma boa ideia não é suficiente para que o aplicativo seja reconhecido no mercado. De acordo com eles, o app  deve ter como objetivo resolver um problema “muito importante” para os seus usuários.




Quem deseja trabalhar com aplicativos também deve pensar em uma série de fatores antes de investir na área. Conhecer o seu cliente, criar um produto de relevância e testar sua usabilidade são elementos essenciais para obter sucesso com um app.


Além disso, para que o aplicativo tenha demanda, é necessário – antes de tudo – que ele tenha alta qualidade. Os usuários devem amá-lo; ou seja, o app tem que ser importante e relevante para as pessoas.


O segundo ponto é ter em mãos um aplicativo com um visual atraente e simples. Ele precisa ser bonito, fácil de usar, com um ótimo design e também ser muito confiável – não travar nem acabar com os dados ou a bateria do celular.


Por fim, o aplicativo precisa ser único de alguma forma, já que atualmente existem diversas opções no mercado. Só pra você ter uma ideia: no Brasil, cerca de 58% dos aplicativos possuem menos de 1.000 usuários, e 25% dos apps são usados apenas uma vez antes de serem descartados. Portanto, o aplicativo não pode ser apenas mais um, fazendo mais do mesmo.


Como fazer um aplicativo mobile de sucesso


Criar um app que seja realmente valioso e essencial para os usuários é uma tarefa bastante desafiadora, mas não impossível. Confira o passo a passo e saiba como fazer um aplicativo mobile de sucesso!


1. Aposte no conceito do app


Como já vimos, o ponto de partida para um app de sucesso é que ele consiga resolver um problema essencial dos usuários, de forma rápida e simples. Ele tem que ser útil, senão cai no esquecimento.




Um aplicativo torna-se realmente necessário quando sua interação com o usuário exige a utilização de funções nativas do smartphone, como uso da câmera, acelerômetro ou notificações.


Além disso, é importante testar a viabilidade e o alcance da sua ideia. Portanto, converse sobre o conceito do app com as pessoas – de preferência aquelas que fazem parte do seu público-alvo.


2. Desempenho é essencial

De nada adianta ter um app com excelente conceito se, na prática, ele não funciona. Por isso, é essencial desenvolver um aplicativo que não acaba com a bateria do celular, que não trava a todo momento e que tenha bom desempenho até em dispositivos com pouca memória – já que essa é a realidade de muitos aparelhos brasileiros.


Também é importante desenvolver o app tanto para Android quanto para IOS, que são os sistemas operacionais que dominam o mercado nacional.

3. Promova engajamento


Quando falamos de apps mobile, um dos maiores desafios é fazer com que as pessoas não só baixem, mas também continuem usando o aplicativo. Logo, promover o engajamento dos usuários é regra básica!




O engajamento é a relação ou comportamento que o usuário desenvolve com o aplicativo. Esse conceito inclui diversos parâmetros, que variam de acordo com o próprio perfil do app. Frequência de uso, tempo por sessão e interações são alguns exemplos.


Investir no listing (as informações sobre o app nas lojas de aplicativos), utilizar bem as notificações e oferecer amostras de uso são algumas dicas para aumentar a taxa de engajamento no aplicativo!

4. Cuide do layout


Para ter sucesso com os usuários, um app deve apresentar um layout simples, bonito e intuitivo. Aqui, vale a regra de que “menos é mais”.


  • Atenção para os ícones dentro do aplicativo! Eles devem facilitar o entendimento do usuário, indicando as ações que ele deve seguir e as funções e recursos que o app apresenta.
  • Tenha cuidado com a escolha das cores.  
  • Dê destaque para os botões de ação.
  • Fique atento ao número de cliques necessários para uma ação dentro do app. Muitos cliques podem cansar e confundir o usuário.
  • Invista em padrões de interação que os usuários já conhecem, como arrastar, rolar, selecionar e clicar.



5. Divulgue o aplicativo

Um aplicativo que não é divulgado não será conhecido. Portanto, invista na divulgação do seu app entre amigos e conhecidos, nas redes sociais – testando horários e dias diferentes -, e claro, entre os clientes potenciais.

6. Aprimore sempre o app


Para se manter útil e atual, é essencial que o aplicativo ofereça novos recursos e atualizações frequentes. Ele deve ser aprimorado sempre, de modo a oferecer a melhor experiência de uso possível!


Dicas para aumentar a visibilidade do aplicativo


A maioria dos aplicativos de sucesso são gratuitos. Por isso, busque uma forma de obter retorno financeiro, como patrocinadores que se interessam pela sua marca e pelo público alvo a ser atingido.


Deixe claro os serviços que app proporciona. As descrições e apresentações do app devem ser condizentes com os recursos e facilidades que ele oferece!


Entregue um produto de valor, que tenha utilidade no dia-a-dia do usuário e que, por esse motivo, seja utilizado regularmente. Um aplicativo que só é usado uma ou duas vezes logo será esquecido.




Crie um aplicativo confortável e de fácil manuseio para o usuário. As funções devem ser intuitivas, porque as pessoas não têm paciência ou tempo para tentar entender um aplicativo complexo. Nesse ponto, é importante contar com um programador e um designer experientes no assunto!


Por fim, colha sempre o feedback dos usuários e implemente melhorias que se adaptam às críticas e necessidades deles.


Conclusão


O primeiro passo para ter um aplicativo de sucesso, que atraia e fidelize milhões de usuários, é ter uma boa ideia. A partir disso, é fundamental seguir estratégias para satisfazer os usuários durante a experiência de uso do app.


Quando o aplicativo é útil, bonito e fácil de usar, as pessoas continuam retornando a ele, e se tornam usuários ativos. Você saberá que tem um ótimo produto quando os usuários começarem a recomendá-lo a amigos e conhecidos!


Mas, para que tudo isso aconteça, é essencial conhecer bem o seu público em termos comportamentais, sociais, de personalidade e de interesses. Investigue questões como: Que tipo de pessoas são? Quais suas expectativas? Como se comportam nas atividades diárias em que seu aplicativo estará envolvido?


Por meio dessas informações, você será capaz de criar e entender as suas personas, e isso certamente fará toda a diferença para o sucesso do seu aplicativo!

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Criação: Cláudio Almeida

Nenhum empreendimento terá sucesso se o público-alvo não for definido com antecedência, considerando-se os seguintes aspectos: faixa etária, escolaridade, desejos, gênero, localização, necessidades, estado civil, hábitos de consumo e renda.


Somente depois de conhecer esses aspectos é que uma empresa poderá definir metas e objetivos em relação às vendas, pois o desconhecimento implicará uma comunicação ineficaz com o cliente e, consequentemente, a quebra do processo de negociação.


Entre esses aspectos, a identificação dos desejos e necessidades tem um importante papel. Mas como conhecê-los? Como saber o que o cliente deseja e de fato necessita? A resposta é simples: perguntando e observando.


No momento em que se estuda o público-alvo, por um lado se conhecem as necessidades relacionadas aos produtos ou serviços almejados, e por outro se descobre a melhor maneira de atrair esse público, para assim definir as estratégias de atuação.


Conhecer os tipos de clientes é fundamental para uma ação mais eficiente e direcionada. Cada tipo de indivíduo tem uma personalidade que requer um determinado modo de tratamento.


Neste artigo, apresentaremos os tipos de clientes na situação de atendimento, em que cada um desempenha o papel principal e merece sua atenção!


A importância do atendimento de qualidade




A satisfação do cliente é capaz de melhorar a imagem, os produtos e, consequentemente, o faturamento de uma empresa. E é exatamente essa satisfação que garante ou não o sucesso organizacional.


Uma das melhores formas de divulgação do seu negócio são os comentários de um cliente que já foi bem atendido pela sua equipe de vendas. Por exemplo, o cliente conta sobre sua experiência para os amigos que, por sua vez, contam para outras pessoas. Isso é o que chamamos de divulgação “boca-a-boca”.


A formação de uma imagem positiva necessita de tempo e de esforço, no sentido de garantir um atendimento de qualidade. Já a deterioração da imagem de uma empresa pode acontecer rapidamente – e, uma vez arruinada, é muito difícil recuperá-la.


A responsabilidade pela formação da imagem positiva é de toda a equipe, sem exceção. O comportamento inadequado de um profissional que desagrade o cliente pode danificar a imagem que demorou meses ou até anos para ser construída e consolidada no mercado.

Desta forma, a qualidade no atendimento acaba sendo um fator vital para o sucesso das vendas ou da prestação de serviços.


O que o cliente espera de um atendimento de qualidade?




Prestar um atendimento de qualidade vai muito além de ser bem-educado, cordial, ético e empático. Você, enquanto gestor, deve sempre reforçar para a sua equipe de que a captação e a manutenção de clientes estão profundamente relacionadas ao bom atendimento que ela é capaz de oferecer.


Além disso, o cliente espera quatro requisitos básicos durante um atendimento. Vamos conhecê-los!


  • RESPEITO

O primeiro contato com o cliente é sempre decisivo. Quando o vendedor realiza um atendimento, ele está falando em nome da empresa e, mesmo que o cliente esteja mal-humorado, as boas maneiras devem ser preservadas.


É imprescindível que o vendedor se coloque no lugar do cliente e trate-o da mesma maneira que ele gostaria de ser tratado. Isso permite que o vendedor consiga resolver os possíveis problemas com mais rapidez e eficiência.


Lembre-se: atitudes grosseiras afastam qualquer pessoa!


  • AGILIDADE

O cliente espera por agilidade durante o atendimento. Quando o profissional demonstra preguiça durante o atendimento, o cliente é forçado a ir atrás do que precisa sozinho. Por isso, é fundamental que o vendedor seja proativo, mas sempre com  moderação.


O vendedor deve ficar atento quanto ao número de informações e variedades de produtos que irá oferecer ao cliente. É preciso foco para ajudá-lo a entender o que ele quer e o que ele vai comprar.


  • CRIATIVIDADE

Definitivamente nenhum cliente espera ser atendido por um vendedor que utiliza exatamente o mesmo discurso para todos! A velha expressão “o produto é perfeito para você” é um clichê que não se utiliza mais. Portanto, o profissional deve fugir do script e conectar-se à realidade de cada cliente.


  • CREDIBILIDADE

A primeira coisa que o cliente deseja levar em consideração no atendimento é a credibilidade do profissional que está oferecendo um produto e/ou serviço. Ao omitir uma informação só para finalizar um atendimento, o profissional estará colocando em risco a própria imagem, a imagem da empresa e daquilo que é oferecido.


Agora que já conhecemos o que o cliente espera de um atendimento de qualidade, vamos conhecer sete grupos de consumidores brasileiros. Na sequência, vamos mostrar os principais tipos de clientes e aprender a lidar com alguns comportamentos que eles podem apresentar.


Tipos de Clientes




De acordo com um estudo da agência de publicidade Young & Rubicam, existem sete grupos principais de consumidores brasileiros. Vamos conhecê-los?


Integrados

A preocupação com família é a principal característica desse grupo. Por isso, nunca tomam decisões individuais, sempre coletivas. Os bens de consumo mais procurados por eles são aqueles de marcas tradicionais. Ou seja, não se arriscam a novidades. São maioria na sociedade.


Idade: 40 a 64 anos;
Porcentagem da população: 26%;
Classe social predominante: C;
O que procuram: segurança;
Quem são: funcionários públicos, bancários e donas de casa.

Exploradores

Vivem intensamente e adoram praticar esportes de aventura. O objetivo é buscar novas experiências e sensações. São, quase sempre, os primeiros a aceitar as evoluções tecnológicas e comprar produtos inovadores. Esse grupo é conhecido por criar as tendências.


Idade: 18 a 24 anos;
Porcentagem da população: 10%;
Classe social predominante: B e D;
O que procuram: descobertas e desafios;
Quem são: músicos, hoteleiros, diplomatas e artistas.

Resignados

Seguem os dogmas religiosamente. Não fazem nada que fuja às regras, respeitam as instituições e tentam passar isso para a família. Para essas pessoas, a compra está intimamente ligada à segurança e ao preço adequado.


Idade: 18 a 39 anos;
Porcentagem da população: 6%;
Classe social predominante: C e D;
O que procuram: viver de acordo com as regras;
Quem são: operários e aposentados.

Emuladores

São tidos como superficiais, materialistas e esnobes. Esses são alguns dos adjetivos usados para defini-los. Para essa camada da população, a embalagem é mais importante do que o conteúdo. Por isso, compram tudo o que está na moda, aparece na mídia e reflete status.


Idade: 18 a 34 anos;
Porcentagem da população: 24%;
Classe social predominante: A e D;
O que procuram: aparência e status;
Quem são: os “alpinistas sociais” e “novos ricos”.

Transformadores

São pessoas que visam mudar o mundo trabalhando em projetos sociais ou organizando protestos. Os consumidores desse gênero são vistos como intelectuais, sendo menos materialistas, e buscam comprar produtos que sejam política e ecologicamente corretos.


Idade: 18 a 24 anos;
Porcentagem da população: 9%;
Classe social predominante: A e B;
O que procuram: um mundo melhor; Quem são: acadêmicos, escritores e assistentes sociais.


Vencedores



O nome já diz tudo. Essa turma tem como objetivo vencer na profissão. São aplicados, concentrados e organizados. Gostam de viajar, ir a festas e praticar esportes competitivos. Quando o assunto é compra, procuram prestígio e, acima de tudo, qualidade.


Idade: 25 a 29 anos;
Porcentagem da população: 19%;
Classe social predominante: A, B e C;
O que procuram: luxo e status;
Quem são: empresários e executivos.

Inconformados

É o típico grupo formado por pessoas insatisfeitas e que esperam que as oportunidades caiam do céu. Permanecem em casa assistindo à televisão, se alimentam basicamente de fast food e fazem poucos planos para o futuro. A compra está relacionada ao preço e a uma gratificação instantânea.


Idade: 18 a 29 anos;
Porcentagem da população: 6%;
Classe social predominante: C e D;
O que procuram: esperam pela sorte;
Quem são: desempregados ou pessoas com empregos temporários.

Conhecer os tipos de clientes irá ajudá-lo a melhor atendê-los. Afinal, agora você sabe o que eles querem e pensam na hora de gastar!


Como Lidar com Comportamentos Diferentes


Cada indivíduo tem uma personalidade que requer um modo diferente de tratamento. No processo de atendimento, a equipe de vendas deve identificar os diversos tipos de clientes com os quais se relaciona diariamente.


Isso permitirá aplicar maneiras e métodos que satisfaçam o cliente, obtendo, assim, maior cumplicidade na construção do relacionamento.


Vamos conhecer cada perfil:


1. Impaciente: Acredita que está sempre com a razão. Quer ser bem atendido em tudo que pede. É falante, mas não é claro nem objetivo. Pergunta constantemente e chega a insultar quando contrariado, fazendo piadinhas de mau gosto.

Dicas de Atendimento: Trate-o com brevidade, rapidamente, mas com muita cortesia. Esse tipo de cliente exige sinceridade, segurança nas respostas e autocontrole.


2. Silencioso: É pouco informado e não consegue se expor. Demonstra timidez, tranquilidade e ingenuidade. Se não estiver satisfeito, simplesmente nunca mais retornará.

Dicas de Atendimento: Seja gentil e prestativo. Induza o cliente ao diálogo, pedindo detalhes sobre o que ele deseja. Não o pressione. Seja firme, seguro, prestativo. Demonstre satisfação em tê-lo ajudado.


3. Barganhador: Gosta de levar vantagem em tudo. Não gosta de ser tratado igual aos outros, quer sentir-se diferenciado e ganhar uma concessão sempre. É falador.

Dicas de Atendimento:  Trate-o como um cliente especial. Deixe-o falar tudo o que deseja e – inclusive – que insinue discretamente o que quer que você faça para ele. Utilize um tom de voz discreto, reservado. Mantenha-o afastado das demais pessoas para que ele sinta que o atendimento é pessoal e profissional. É importante saber até onde você pode ir nas negociações.


4. Indeciso: Apresenta ar de apreensão permanente, sempre quer conversar mais, perguntar sobre coisas que já perguntou. Às vezes tem raciocínio lento.

Dicas de Atendimento:  Aja com moderação, calma e paciência, respondendo sempre e sinceramente às perguntas feitas, mesmo que várias vezes.


5. Agitado: Pessoa inquieta, geralmente interrompe sua fala e não tem paciência de ouvir a explicação.

Dicas de Atendimento:  Aja com calma, falando moderadamente, sem se irritar. Deve-se evitar ao máximo abordar questões que tenham mais de um sentido e deve-se ter respostas claras e objetivas.


6. De bom senso: É uma pessoa amável, agradável e inteligente.

Dicas de Atendimento:  Aja com atenção, demonstrando prestabilidade e mantendo sempre o clima de simpatia e cordialidade.


7. Bem humorado: Pessoa agradável, de conversa envolvente, mas que desvia do assunto constantemente, dificultando o diálogo.

Dicas de Atendimento: Seja gentil e amável, buscando conduzir o diálogo. Explique-lhe calmamente sobre o serviço ou produto desejado e pergunte se ele tem alguma dúvida. Se isso o deixar indeciso, você poderá convencê-lo a aceitar suas sugestões.


8. Inteligente: Sabe tudo sobre tudo, não gosta de argumentos fracos.

Dicas de Atendimento:  Use de bom senso e lógica, nunca omitindo informações. É muito importante estar bem informado e ter bastante segurança em tudo que diz.


9. Confuso: É aquele cliente indeciso, que muda de opinião constantemente. Conta histórias longas. Desorganizado nas ideias, fatos e acontecimentos.

Dicas de Atendimento:  Realize perguntas específicas. Não desvie do assunto. Seja objetivo e direcione a conversa para o que você necessita saber. Reinicie com paciência sempre que o cliente solicitar.


10. Importante e presunçoso: Entende de tudo. Sempre fala “eu sei” depois de qualquer afirmativa. Gosta de impressionar. Detesta ser interrompido. Pouco argumenta e quase nunca ouve os seus interlocutores. É impaciente.

Dicas de Atendimento:  Ter muita habilidade, dar valor ao cliente, mas sem bajulá-lo. Ouça-o com atenção e, ao argumentar, demonstre segurança e seriedade. Mediante atitudes arrogantes, ignore e mostre simpatia. Esclareça as dúvidas imediatamente. Se ele interromper, deixe-o falar e em seguida continue você falando do ponto onde parou. E ao terminar sua explicação, pergunte-lhe: “O Sr. / Sra. tem mais alguma dúvida?” ou o “Sr. / Sra. deseja mais algum esclarecimento?”


11. Detalhista: Metódico e detalhista. Crítico. Quer soluções e não justificativas. Impaciente. Não tolera sentir-se ludibriado.

Dicas de Atendimento: Seja objetivo e breve e demonstre paciência e calma. Transmita as informações com segurança. Explique-as passo a passo, em detalhes.


12. Agressivo: Gosta de discutir por qualquer coisa, seja muito ou pouco importante. Critica abertamente. Tudo é um motivo para brigar.

Dicas de Atendimento: Não interrompa a fala do cliente, deixe-o liberar a sua raiva. Nunca demonstre que está intimidado com a hostilidade. Explique a ele tudo o que fará, a fim de que ele perceba que você está comprometendo-se em resolver o problema o mais rápido possível. Use frases que ajudam a acalmar, por exemplo: “Imagino como o senhor ou a senhora está se sentindo”; “O senhor tem razão”; “Farei tudo para resolver o problema”.


Conclusão

Como você pôde perceber, cada situação e atendimento é única e diferente. É preciso compreender que não é só a qualidade de produtos e serviços que é importante: a qualidade do atendimento ao cliente é igualmente crucial.


O atendimento de qualidade envolve atenção, vontade, cuidado, profissionalismo e respeito com o cliente. É a peça fundamental para a continuidade do negócio e sobrevivência de qualquer empreendimento.


Estudos feitos por especialistas em relacionamento com clientes mostram que em média uma empresa perde 30% de seus clientes a cada ano pelos mais variados motivos. Mas raramente os clientes insatisfeitos fazem reclamações, a não ser quando eles já atingiram o auge da irritação.


A fuga silenciosa de clientes acontece porque reclamar dá trabalho e, além do mais, gera normalmente situações desconfortáveis tanto para quem faz como para quem recebe a queixa.


Você sabia que  95% dos clientes insatisfeitos não reclamam, apenas deixam de comprar? E sabia que um cliente insatisfeito costuma contaminar outros 13, enquanto um satisfeito influencia apenas 5?  E que conquistar novos clientes custa entre 5 a 7 vezes mais do que manter os já existentes? O esforço na retenção de clientes é, antes de tudo, um investimento que irá garantir aumento das vendas e redução das despesas.


Os clientes reclamam porque não tiveram suas necessidades satisfeitas pelo serviço ou pelo produto adquirido. Eles se sentem enganados, vítimas da empresa. Devemos compreender esses sentimentos e tratar nossos clientes de forma adequada. Transformar o momento de reclamação em solução ajuda muito na fidelização do cliente. A essência de atender às reclamações está em perceber os sentimentos do reclamante. Quando aprendemos a lidar com esses sentimentos sem envolver os nossos, desvendamos o mistério. Lembre-se disso!


Ao longo deste artigo, você pôde observar alguns exemplos de perfis de clientes com os quais o vendedor lida em seu dia a dia. Vale ressaltar,  mais uma vez, que cada atendimento é único, apesar de alguns aspectos se repetirem com frequência. É preciso compreender que a qualidade do processo de venda nunca se limita somente à qualidade dos produtos e serviços comercializados. A excelência no atendimento é um ponto-chave, e muitas vezes crucial para o sucesso da venda!

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Treinamentos corporativos são essenciais para formar equipes altamente qualificadas, gerando benefícios tanto para a empresa quanto para os profissionais.


Introdução


No mundo corporativo, o treinamento sempre foi utilizado como ferramenta de organização e qualificação do trabalho. Porém, com o passar dos anos, esse processo tem ganhado mais força, e já se tornou essencial para as empresas que pretendem se destacar no mercado e que apostam em bons profissionais para oferecer serviços de qualidade.


De acordo com especialistas, o treinamento profissional deixou de ser uma escolha para se tornar um fator fundamental para o sucesso, a diferenciação e o crescimento de empresas e colaboradores.


Muito mais do que passar conhecimento, os treinamentos têm como objetivo capacitar profissionais. Treinar é a palavra-chave para os que almejam sucesso, e muitas organizações já contam com planejamentos e programações especiais, focadas em suas necessidades, para construir equipes completamente eficazes.


Apesar do cenário em que boa parte das empresas brasileiras enfrentam corte de custos, cancelamento de projetos e enxugamento de operações, grande parte delas nunca investiu tanto em treinamento e desenvolvimento para suas equipes. Foi o que apontou um estudo feito pela ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento). De acordo com a associação, no Brasil, o volume de horas de treinamento por colaborador em 2016 foi 33% superior ao registrado no ano anterior (2015), passando de 16,6 horas para 22 horas por mês, em média.


Esse aumento nos números de capacitação profissional tem como objetivo otimizar operações das empresas, de modo que as organizações possam investir em qualificar suas equipes para torná-las mais produtivas e assertivas.


O capital humano é tido como o maior patrimônio de qualquer empresa. Portanto, investir nesses profissionais é uma competência essencial para que uma instituição alcance o sucesso desejado.




As vantagens do desenvolvimento profissional


Em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas precisam cada vez mais se reinventar para manter um bom desempenho nos negócios. Diante disso, os treinamentos organizacionais têm se tornado essenciais no dia a dia de muitos colaboradores, pois além de torná-los mais capacitados, também fazem com que a organização se desenvolva.


As empresas que buscam preparar seus colaboradores conseguem identificar os pontos fracos e fortes que cada um possui. Além disso, o treinamento possibilita que essas pessoas se aperfeiçoem e se sintam mais seguras desempenhando uma atividade.


O treinamento nada mais é do que um processo bem estruturado, onde o funcionário é preparado para desempenhar sua função de modo a atender às expectativas da empresa e impactar diretamente nos resultados da mesma.  Portanto, para que qualquer empresa se desenvolva, é fundamental ter uma política de treinamento contínuo, focada no desenvolvimento.


São inúmeros os benefícios da capacitação profissional para as organizações:


  • Melhora da produtividade

Por meio do treinamento de funcionários, a primeira mudança que se pode identificar é o aumento da produtividade. Isso porque, no momento do treinamento, muitas dúvidas são tiradas e muitos procedimentos são aperfeiçoados. Ou seja, após o treinamento, a equipe produzirá mais, melhor e mais rápido.


  • Aumento da autoconfiança

Treinamento traz aperfeiçoamento e segurança. Aprender, corrigir algo ou reiterar aquilo que já se sabia são fatores que ajudam a construir em cada funcionário um forte senso de autoconfiança ao desempenhar suas atividades dentro da organização. E um funcionário confiante certamente toma decisões mais assertivas!


  • Gera motivação

Nada mais motivador do que aprender coisas novas e evoluir no ambiente de trabalho. Uma empresa que investe em treinamento, proporcionando esse aperfeiçoamento na carreira dos membros da equipe, ajuda os funcionários a trabalharem mais felizes e com mais motivação.




  • Intensifica o engajamento com a empresa

É muito mais gratificante trabalhar em uma empresa que quer crescer junto com o funcionário. Essa sensação de “fazer parte de algo maior” é poderosa, e pode fazer com que a equipe se sinta muito mais engajada. Isso se reflete na preocupação genuína em produzir bem e trazer boas soluções e novas ideias para a trabalho.


  • Vantagem competitiva

Com uma equipe mais qualificada, certamente sua empresa alcançará resultados excelentes.


Entretanto, de nada adianta a disposição das empresas em investir se o profissional não souber aproveitar o momento e os benefícios oferecidos pelo treinamento. É muito importante que o colaborador tenha em mente que, à medida em que se qualifica e que passa a perceber a importância desse investimento, ele passa a ter um destaque diferenciado.


Além disso, as organizações estão sedentas por profissionais qualificados e que demonstram iniciativa, capacidade e força de vontade em aprender. Em qualquer área ou cargo, buscar capacitação e demonstrar estar antenado e disposto a aprender aumenta as chances de empregabilidade.


Confira outras vantagens do treinamento para os profissionais:

  • Atualização do conhecimento;
  • Ensina a lidar com novos desafios;
  • Auxilia no direcionamento da carreira;
  • Permite conhecer novas pessoas;
  • Ajuda a otimizar o tempo.


Lidar com novos desafios e agregar conhecimento são fundamentais para a construção de um bom currículo e de uma carreira de sucesso. Além disso, a troca de conhecimento e experiências pode contribuir nas dúvidas e nos desafios futuros.


Tipos de treinamento profissional


Entre os mais diversos cursos de capacitação existentes, os principais implementados pelas organizações têm sido os treinamentos básicos de linguagem e matemática, reconhecidos como habilidades de linguagem.


Pode-se dizer que esse tipo de treinamento tem como objetivo desenvolver a habilidade dos indivíduos em redigir e compreender gráficos, tabelas, boletins, frações, números decimais, além de aprimorar a capacidade de comunicação.




Outros tipos de treinamentos explorados pelas companhias são:


Habilidades Técnicas

Esse tipo de treinamento está se tornando cada vez mais importante dentro das organizações. Isso se deve a dois fatores: novas tecnologias e novos modelos de estruturas organizacionais. Em primeiro lugar, com a melhoria dos métodos de trabalho, os profissionais acabam sentindo a necessidade de aprenderem novas técnicas. Em segundo, tendo em vista que as organizações têm expandido a utilização das equipes e derrubado as barreiras tradicionais dos departamentos, os funcionários sentem necessidade em ampliar suas tarefas.


Habilidades Interpessoais

É um treinamento que tem como objetivo melhorar a habilidade de interação de todas as pessoas que estão inseridas dentro da organização. Essa capacitação tem sido bastante utilizada pois, enquanto alguns conseguem se relacionar em grupo de maneira adequada, outros não sentem facilidade nisso. Os comportamentos que podem ser trabalhados são: aprender a ouvir, comunicar as ideias de maneira clara e tornar-se um membro mais eficaz.


Habilidades para a Solução de Problemas

É um treinamento com atividades voltadas para o desenvolvimento da lógica, elaboração de alternativas e análise das mesmas e seleção da melhor maneira de resolver um problema. Ele pode ser aplicado para todos os funcionários da empresa, apesar das funções desempenhadas serem diferentes.


Implementando a educação e o treinamento corporativo


A educação corporativa vai além de se investir em treinamentos periódicos de funcionários ou em capacitação de mão de obra.


E o primeiro passo a ser dado para colocar em prática o treinamento corporativo é o planejamento. É importante definir se os encontros acontecerão de forma presencial ou a distância – e, nesse contexto, entender as vantagens de se optar por plataformas de ensino a distância é um ponto positivo.




Outro fator essencial é que a empresa tenha sempre em vista quais são seus objetivos e de que forma pretende atingi-los. A organização deve deixar claro a seus colaboradores quais são as metas, e de que forma eles podem colaborar para o alcance das mesmas.


Além disso, é importante identificar os funcionários que, ao longo dos anos, armazenam conhecimentos sobre as melhores práticas para a organização. A empresa pode incentivar o compartilhamento dessas práticas, promovendo trocas de capacidades entre setores e treinamentos promovidos por funcionários sêniors.


Essa também é uma forma de colocar os funcionários como protagonistas dentro da empresa, estimulando-os a buscarem mais conhecimento e usando-os como modelo para colaboradores mais novos.


Dicas para implementar o treinamento corporativo:

  • Defina objetivos;
  • Identifique as necessidades da empresa e da equipe;
  • Planeje a capacitação;
  • Defina o formato do treinamento: presencial, a distância, online;
  • Acompanhe os resultados do treinamento.

Por fim, a educação corporativa não precisa ter apenas um objetivo. Pelo fato de ser um processo constante, ela facilita o treinamento recorrente, fazendo com que diferentes metas possam ser atingidas simultaneamente ou em sequência. Também vale ressaltar que, em empresas maiores, os treinamentos não precisam ser os mesmos para cada equipe: considere as defasagens de cada time e promova capacitações específicas.


Treinamento personalizado: a poderosa estratégia para a gestão de carreira


O treinamento personalizado é um processo que visa oferecer um trabalho totalmente individualizado ao aluno, otimizando os seus resultados e objetivos específicos. Este tipo de capacitação está sendo cada vez mais procurada por profissionais que buscam se destacar na carreira com alta performance.


Por ser totalmente elaborado de acordo com as características pessoais do aluno – como individualidade biológica, perfil psicológico e perfil social -, este tipo de treinamento é uma estratégia muito eficaz para aprimorar profissionais a curto prazo.


O principal objetivo dos treinamentos empresariais personalizados é fazer um mapeamento do profissional que será treinado e, a partir daí, construir processos personalizados e eficazes para o mesmo.


Uma das formas de ter um treinamento personalizado é apostar na aprendizagem móvel. Os aplicativos de educação corporativa para celular permitem a customização de inúmeros pontos: os conteúdos do treinamento, o visual do aplicativo e até o seu funcionamento.




Além disso, essa modalidade de aprendizagem oferece mais liberdade e flexibilidade para os colaboradores, já que eles podem estudar quando e onde quiserem, em seus próprios smartphones.


Os sistemas de aprendizagem são, muitas vezes, concebidos num formato rígido, que não respeita as individualidades e o ritmo de aprendizagem de cada usuário. A aprendizagem móvel, ao contrário, propõe que o usuário controle não só o que irá aprender, mas também escolha o momento e o local apropriados para o treinamento.


Conclusão


Os colaboradores representam o principal patrimônio de uma empresa. Portanto, é de suma importância que eles estejam sempre atualizados e qualificados, garantindo o diferencial competitivo da organização e, consequentemente, o sucesso do negócio.


Por meio do treinamento, os funcionários são preparados para desempenhar, de maneira excelente, as tarefas específicas de seu cargo. Além disso, é possível desenvolver competências essenciais para o relacionamento, a comunicação e o desenvolvimento profissional.


Através do treinamento corporativo, os colaboradores se tornam mais ousados, ágeis e preparados para assumir novos desafios. Dessa forma, a empresa que investe no treinamento de seus funcionários investe em si mesma e acredita no seu potencial.

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Criação: Cláudio Almeida

O processo de desenvolvimento tecnológico em nossa sociedade está cada vez mais acelerado. Novos recursos são inseridos todos os dias no mercado, e não demoram para tomar conta do nosso cotidiano. Smartphones, tablets, notebooks, entre outros dispositivos móveis, estão presentes em nossas atividades diárias, inclusive no ambiente escolar, dentro da sala de aula.

Enquanto algumas instituições de ensino desenterram velhas desculpas para não utilizarem smartphones e internet como ferramentas úteis no processo de ensino-aprendizado – ignorando o fato da tecnologia estar presente nos lares e nas vidas das pessoas -, outras escolas e faculdades, principalmente aquelas que querem seguir na linha de frente da inovação, estão se lançando cada vez mais na nova geração da tecnologia e inovando seus métodos de educação.



Neste cenário de modernização do processo de ensino-aprendizado, o professor, enquanto formador de opinião cultural e política e responsável direto pelo desenvolvimento de uma sociedade mais justa e democrática, nunca foi tão mais necessário e exigido. Afinal, hoje é impossível tratar a tecnologia de forma superficial; é preciso utilizá-la, seja no ensino presencial ou a distância, como recurso facilitador de absorção de conhecimento, capaz de influenciar diretamente o sucesso dos alunos.


Mas, ainda assim, nem todos os professores estão preparados para integrar as novas tecnologias no ambiente escolar, seguindo na contramão da evolução metodológica adotada por várias instituições de ensino. Você, enquanto profissional da área educacional, está preparado? Prossiga com a leitura!

Utilizando a Tecnologia na Educação


Não há limites para a utilização da tecnologia na educação, e nem devemos negar ou proibir o seu uso em sala de aula.  Precisamos encarar a tecnologia como aliada do processo de ensino-aprendizado, como uma ferramenta que pode contribuir para a melhoria dos atuais métodos de aprendizagem.


A tecnologia não veio para substituir o professor! Pelo contrário: ela veio permitir a utilização de recursos ricos e interativos, facilitar o ensino e engajar alunos; além de ser um importante apoio para a seleção de eficientes estratégias pedagógicas. E, se não bastasse, os recursos tecnológicos como os smartphones e tablets estão disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar, contribuindo com a democratização da educação e respeitando o limite de aprendizado de cada aluno.



A tecnologia abre novas possibilidades à educação e possibilita que o aluno não seja mais visto apenas como receptor de informação, mas sim como participante ativo na aquisição de conhecimento.


Blogs, documentos colaborativos (como o Google Docs), podcasts educacionais, vídeos como fonte de pesquisa, materiais textuais de apoio, jogos, gamificação e até mesmo as redes sociais podem (e devem) ser utilizados para dinamizar as aulas, atrair a atenção dos alunos e, para, enfim, possibilitar uma educação mais flexível, atraente, eficiente e moderna.


Como exemplo, podemos citar o Google Maps, que, apesar de não ter sido criado com objetivo educacional, pode ser utilizado em aulas de Geografia, História, Matemática e em outros contextos de aprendizagem. Outro exemplo são os jogos e aplicativos pedagógicos, que têm sido usados de forma bem-sucedida no ensino de Ciências, Matemática, Português e Idiomas.


Existem no mercado plataformas gratuitas e pagas, como a Padlet, que permitem que professores e alunos construam projetos online em conjunto, ou plataformas online que possibilitam que o professor customize e personalize o conteúdo por região ou de acordo com os pontos fortes e fracos de cada aluno.


O Papel do Professor



Vivemos em uma época cada vez mais tecnológica, principalmente quando se trata de compartilhamento de informações e da facilidade de aprender por si mesmo; ou seja, do processo de aquisição de conhecimentos, valores e habilidades por conta própria. No ambiente educacional, esse contexto traz alguns desafios para o professor.


Os professores mais antenados já implantaram suas metodologias e ferramentas tecnológicas em sala de aula. Contudo, ainda existe um grande número de educadores que persistem em utilizar métodos antigos e já ultrapassados, ignorando o potencial dos recursos tecnológicos, das mídias sociais e dos dispositivos móveis. Se você se identifica com este último caso, não se preocupe, ainda há tempo de se adaptar à realidade digital!



Antes de sair por aí adicionando todos os novos recursos em uma disciplina, o professor deve conhecer bem a ferramenta que pretende adaptar, integrar e usar. Além disso, é importante encarar o recurso como fator determinante para um ensino mais próximo à realidade dos estudantes, conseguindo, assim, prepará-los para o futuro.


Com o avanço tecnológico, o papel do professor se ampliou. Além de ensinar, ele também deve ser orientador e acompanhante da educação do aluno, criando propostas de atividades para a reflexão, sugerindo fontes de informação alternativas e oferecendo explicações. Ou seja, o professor deixa de ser o  centro da informação para ser o mediador, o facilitador do aprendizado do estudante.


O Celular como Mecanismo de Aprendizagem



O Mobile Learning (Educação/Aprendizagem Móvel) vem recebendo bastante atenção das instituições de ensino. Graças à diversidade dos materiais didáticos e aos avanços consideráveis na qualidade das conexões de internet, hoje, é possível elaborar materiais criativos e versáteis, que utilizam todas as vantagens das mídias atuais.


Contudo, a educação por meio de celulares e tablets levanta inúmeros desafios para a produção de conteúdo. Afinal, não basta digitalizar textos e inseri-los em uma plataforma. É necessário desenvolver conteúdos objetivos, acessíveis, flexíveis e interativos.


Dessa forma, a palavra-chave para a construção da educação móvel é convergência. Isso significa que os conteúdos devem ser criados e adequados a diferentes formatos: textos, ilustrações, gráficos, questionários online, exercícios interativos, jogos, vídeos, áudios e outros recursos que influenciam os resultados do processo educacional.


Conclusão



Atualmente, é inevitável encontrar alunos com seus smartphones e tablets dentro da sala de aula, sempre conectados à internet. Diante desta realidade, ao invés de tentar proibir o uso dos dispositivos móveis nas instituições de ensino, o professor deve preparar cada aluno para utilizar a tecnologia de forma adequada. Ele precisa fazer com que os recursos tecnológicos sejam ferramentas de transmissão de conhecimento.


Com relação ao processo de aprendizagem, a adoção da tecnologia em sala de aula deve ser feita com base na contextualização e na integração com o plano de curso, no qual o desenvolvimento dos objetivos de aprendizagem deve ser a maior preocupação dos professores.


Conforme vimos ao longo deste artigo, a tecnologia contribui para melhorar o desempenho do aluno nos estudos, e as opções de recursos tecnológicos para utilização em prol da educação são muitas: redes sociais, imagens, e-books, vídeos, podcasts, games, aplicativos e muito mais. Basta selecionar as tecnologias mais úteis para cada disciplina e conhecer os princípios das novas ideias produtoras de conhecimento.


O fato da tecnologia aumentar o engajamento do aluno com a disciplina e o encantamento que ela é capaz de despertar são apenas dois motivos para você investir e insistir no uso de recursos tecnológicos em sua disciplina. Pode apostar!

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As dificuldades de aprendizagem dos alunos representam um enorme desafio para a educação, e sinalizam a necessidade de ferramentas pedagógicas específicas.

Introdução


Educar alunos para a vida não demanda apenas transmitir conteúdos, mas também ensiná-los a viver, a administrarem suas vidas e a se relacionarem uns com os outros. Contudo, lecionar é um grande desafio dentro do universo educacional, já que os professores precisam entender qual será sua melhor forma de atuação dentro da sala de aula.


O ato de ensinar requer que professores transformem a vida dos alunos através de processos permanentes de aprendizagem. Os docentes devem auxiliar os estudantes na construção da identidade pessoal e profissional, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação, de modo a torná-los cidadãos realizados, produtivos e éticos.


Para muitos alunos, as dificuldades de aprendizagem nas diferentes fases de desenvolvimento (infância, adolescência e vida adulta) ocorrem pelo fato de alguns professores não conseguirem dominar suas práticas pedagógicas em sala de aula, devido às muitas dificuldades do processo.




Nesse contexto, existem diversos mecanismos educacionais que, quando executados de maneira eficaz, podem fazer a diferença no ensino. São eles:


  • Plano de Trabalho – Observação e compreensão: o professor precisa conhecer bem a turma para que consiga elaborar um plano de trabalho com as ações a serem tomadas e os meios para executá-las.

  • Avaliação: essa é uma das principais formas de verificar o caminho que o aluno está seguindo. Por meio das avaliações, o professor poderá descobrir as reais dificuldades e necessidades dos estudantes, e será capaz de interferir quando necessário.

  • Contextualização: além de relacionar os assuntos com o cotidiano dos alunos, é importante fazer uma relação de conceitos e conteúdos com as disciplinas.

O papel do professor

Entre os inúmeros papéis que um professor exerce em sala de aula, destacam-se as funções de observador, analista e ponto de apoio. E é muito importante que essas características sejam bem definidas e identificadas pelos alunos.


O papel de observador se cumpre quando o docente caminha pela sala, verificando de perto como cada grupo de alunos participa das atividades, quais são suas dificuldades, quais são as suas descobertas. A função de analista ocorre no diagnóstico de deficiências e na valorização da evolução de cada aluno. E, quando o aluno precisa de uma orientação ou acompanhamento especial, o professor se transforma em um ponto de apoio para auxiliá-lo no que for preciso.




Ao longo de sua trajetória, o docente desenvolve um variado repertório de conhecimentos, constrói diferentes saberes a partir da experiência acadêmica, da prática pedagógica, do trabalho colaborativo e da aprendizagem entre os pares. No entanto, a prática por si só, embora muito relevante, não supera o domínio dos conteúdos específicos e não oferece, de forma sistematizada e articulada, a base de conhecimento que o professor necessita para ensinar.

Dessa forma, o desenvolvimento profissional voltado para o ensino se dá em contextos e momentos diversificados. É um processo contínuo de autoformação e fortalecimento da equipe pedagógica, que visa complementar e aprofundar a formação do professor. Esse grupo amplia o trabalho pedagógico nas diversas áreas do conhecimento, com enfoque na melhoria da proposta pedagógica e no planejamento de ações didáticas para as aulas, como intervenções, projetos e uso de recursos que potencializam o aprendizado.

Para um desenvolvimento mais amplo do profissional, podemos considerar três dimensões: individual, coletiva e organizacional. O trabalho docente requer um conjunto de saberes que não são aprendidos espontaneamente. Deve haver uma intencionalidade, um propósito, para que esse repertório articulado faça sentido para os estudantes e possibilite a inter-relação entre os conteúdos dos diferentes componentes curriculares e, finalmente, para que ele se constitua um Profissional do Ensino.


Dificuldades de aprendizagem: a importância do diagnóstico correto


Atualmente, as principais dificuldades de aprendizagem dos alunos estão associadas a algum comprometimento no funcionamento de certas áreas do cérebro. Contudo, conflitos pessoais e familiares também podem causar sintomas referentes a problemas de atenção, ansiedade ou agitação.




Os tipos de dificuldades de aprendizagem mais conhecidos são:


Dislexia – 
ocorre em crianças com visão e inteligência normais. Os sintomas incluem fala tardia, aprendizagem lenta de novas palavras e atraso na aprendizagem da leitura. A maioria das crianças com dislexia pode ter sucesso na escola, desde que contem com tutores e programas de educação especializados.


Disgrafia –
transtorno da escrita, de origens funcionais, que surge em crianças com adequado desenvolvimento emocional e afetivo, e que não apresentam problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou ensino deficiente do grafismo da escrita.


Discalculia – 
é definida como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. Para ser classificada como discalculia, não pode ser causada por problemas na visão e/ou audição.


Dislalia – 
é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. Basicamente consiste na má pronúncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um fonema por outro ou ainda os distorcendo ordenadamente.


Disortografia – 
é a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva.


Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) –
é uma síndrome (conjunto de sintomas) caracterizada por distração, agitação/hiperatividade, impulsividade, esquecimento, desorganização, adiamento crônico, entre outras.


É possível superar os transtornos de aprendizagem?


O professor é fundamental na identificação de uma possível dificuldade de aprendizagem. Afinal, ele tem contato diário e próximo com o aluno, além de ter fácil acesso aos grupos que o cercam: família, amigos e outros professores.


Porém, antes de qualquer diagnóstico, é necessário que o aluno passe por uma avaliação com profissionais da área de saúde.


A análise pode ser conduzida por uma equipe multidisciplinar, de modo a garantir uma visão mais holística do aluno. O grupo inclui médicos, especialmente neurologistas, além de psiquiatras, psicólogos, psicopedagogos e até mesmo fonoaudiólogos. Cada um dos profissionais terá uma perspectiva a agregar na avaliação, evitando a miopia de atribuir o problema a uma causa única.


Também é papel da escola compreender que os alunos com dificuldade de aprendizagem não são incapazes de aprender. Nesse sentido, a instituição deve promover e incentivar a integração do estudante com o restante da comunidade escolar.




Vale a pena reforçar que, se a integração não ocorre, o próprio isolamento pode dar margem a uma queda no desempenho do aluno – não por causa da dificuldade em si, mas devido à desmotivação e frustração com a vida escolar.


Finalmente, é essencial que a escola, por meio da figura do professor, adote metodologias específicas de ensino, que vão auxiliar o aluno no processo de aprendizado. Essa ação pode ser realizada através da inovação na sala de aula, com a integração de atividades lúdicas, como a gamificação, e a adoção de ferramentas tecnológicas de apoio ao ensino. O objetivo é estimular o aluno, de uma forma despretensiosa, a desafiar suas próprias limitações!


Conclusão


Antes de se diagnosticar o transtorno ou a dificuldade de aprendizagem, é importante levar em conta que o aprendizado envolve muitas variáveis e aspectos, como questões sociais, biológicas e cognitivas.


A
dificuldade de aprendizagem representa um obstáculo, uma barreira, um sintoma que pode ser de origem cultural, cognitiva ou até mesmo emocional. É essencial que o diagnóstico seja feito o quanto antes, uma vez que há consequências a longo prazo.


Já o
distúrbio de aprendizagem está ligado a “um grupo de dificuldades pontuais e específicas, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica”. Neste caso, há uma questão de neurônios, de conexão. O cérebro funciona de forma diferente, pois, mesmo sem apresentar desfavorecimento físico, social ou emocional, os portadores do distúrbio de aprendizagem demonstram dificuldade em adquirir o conhecimento de determinadas matérias.


Nos transtornos de aprendizagem, os padrões normais de aquisição de habilidades estão perturbados desde os estágios iniciais do desenvolvimento. Ou seja, eles não são adquiridos por causa da falta de estímulos adequados ou devido a qualquer forma de traumatismo ou doença cerebral.




Os transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares compreendem grupos de transtornos manifestados por comprometimentos específicos e significativos no aprendizado de habilidades escolares. Esse comprometimento no aprendizado não é resultado direto de outros transtornos, ainda que eles possam ocorrer simultaneamente.


Nos últimos anos, a
identificação precoce dos transtornos de aprendizagem tem se tornado cada vez mais frequente e certeira. Isso se deve à incessante busca por novas avaliações e metodologias de reabilitação, favorecendo o avanço no diagnóstico de indivíduos que apresentam alterações de leitura e escrita.


Quando a
instituição estabelece uma metodologia de diagnóstico precoce de transtornos de aprendizagem, é possível criar uma organização de atendimento e estruturação de apoio, com o objetivo de suprir as necessidades e desenvolver estratégias compensatórias para esses alunos.


Por fim, o diagnóstico precoce auxilia a pessoa com transtorno de aprendizagem a desenvolver técnicas e métodos compensatórios para o seu
desenvolvimento pessoal e profissional. O tratamento provavelmente não exigirá um alto investimento, já que ela aprenderá a lidar e a superar (psicológica e emocionalmente) os obstáculos do transtorno!

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Para além dos clipes musicais, o Youtube também exerce um importante papel didático com seus vídeos informativos, educativos e ao estilo “como fazer”.


Introdução


Lançado em 2005, o Youtube se tornou a maior plataforma de distribuição digital de vídeos. Sua criação se deu através de dois ex-funcionários do PayPal, Chad Hurley e Steve Chen. Ao gravarem alguns vídeos, eles perceberam que não podiam compartilhá-los, pois os arquivos eram grandes demais para enviar por e-mail, e colocá-los na web daria muito trabalho.


Na época em que o Youtube foi lançado, já existiam inúmeros sites de compartilhamento de vídeos. No entanto, eles eram muito difíceis de usar. Dessa forma, o diferencial do YouTube era justamente o fato de o usuário não precisar se preocupar em comprimir ou descomprimir os vídeos, pois (de um de um jeito ou de outro) eles seriam convertidos e reproduzidos em Flash.


Outra diferença do site em relação aos outros existentes, além da praticidade de uso, era a possibilidade de verificar a quantidade de visualizações de cada vídeo. Isso incentivou a produção em massa de conteúdos específicos para a plataforma.

Com o sucesso obtido ao longo dos anos, o Youtube se tornou interesse de muitas empresas: Google, Yahoo, Microsoft e News Corp (então dona do MySpace). Todas fizeram propostas para adquirir o YouTube.


Em 2006, Hurley e Chen fecharam o acordo com o Google, que considerava a plataforma como “o próximo passo na evolução da internet”. O Youtube foi vendido por US$ 1,65 bilhões, sendo que, na época, já possuía mais de 700 milhões de visualizações por semana.




Como o Youtube se consolidou como a maior plataforma digital de vídeos?


Considerado um dos maiores negócios da internet e responsável por revolucionar a forma de se criar e consumir conteúdos digitais, o YouTube possui acesso de 1/3 da internet mundial, está presente em 88 países, disponível em 76 idiomas, e conta com mais de 2,5 bilhões de telespectadores por dia.


Por ser uma plataforma aberta e acessível a todos, a empresa acredita que parte desta popularização vem da democratização da produção de conteúdo audiovisual que o site oferece.


O interesse das pessoas neste nicho de mercado é enorme: dados do YouTube mostram que, a cada minuto, cerca de 400 horas de conteúdo inédito são publicadas no site. E, apesar de não divulgar o número exato, o diretor de conteúdo da empresa no Brasil afirma que existem milhões de canais recebendo receita com o programa de parceiros da empresa.


Com a grande audiência da plataforma, surgiram as pessoas que se dedicam a produzir conteúdo exclusivamente para o site. Conhecidas como Youtubers, elas representam parte de uma geração de jovens que, através de canais criados no site, se comunicam por vídeos com os mais variados temas: dicas de maquiagem, culinária, viagens, entretenimento, jogos e outros assuntos de interesse popular. A produção desses vídeos nos últimos anos se transformou em uma nova fonte de consumo de conteúdo digital, inclusive ameaçando a audiência da TV.


A estimativa é de que exista, no Youtube, cerca de 500 mil canais ativos, postando vídeos regularmente. E, a cada minuto, são carregadas 100 horas de vídeos na plataforma.


Outro dado inusitado é que uma pessoa levaria 8,5 milhões de anos para assistir todos os vídeos do Youtube.


Em relação ao acesso do Youtube, o usuário mobile (smartphones e tablets) apresenta 60% das entradas na plataforma, ficando cerca de 40 minutos ao dia na mesma. Já o usuário de computador representa 40% dos acessos, e dedica cerca de 30 minutos ao dia na plataforma.




Principais dados do YouTube


  • Vídeos de entretenimento – média de 9.816 de visualização
  • Videos de estilo, maquiagem e comportamento – média de 8.332 de visualização
  • Vídeos de ciência e tecnologia – média de 6.638 de visualização
  • Vídeos de animais – média de 6.542 de visualização
  • Vídeos de automóveis e veículos – média de 5.673 de visualização
  • Educação – média de 4.872 de visualização
  • Viagens e eventos – média 3.070 de visualização
  • Mundo game – média de 3.050 de visualização
  • Pessoas e blogs e opinião – média de 2.354 de visualização

Os principais motivos que levaram o YouTube a se tornar um fenômeno digital é o fato de a plataforma ser gratuita e possuir carregamento rápido de vídeos – em boa qualidade de imagem. Além disso, ela oferece simplicidade no upload e na hospedagem dos arquivos, permitindo também a criação de canais diversos.


Tutoriais: o YouTube para além dos vídeos musicais


Uma das particularidades mais interessantes do Youtube é que ele não é apenas uma plataforma para assistir vídeos musicais. Ele também é uma fonte de pesquisa de conteúdos informativos e tutoriais. O site possui, inclusive, uma plataforma de educação chamada Youtube Edu.


As aulas em vídeos – sejam para treinamento ou estudo – são ferramentas eficazes para transmissão de conhecimento. Rentáveis, elas oferecem diversos benefícios que vão além da sala de aula e da rotina do aluno. Vídeos fornecem um estímulo maior do que um simples áudio ou escrita. Através deles, é possível ver as expressões faciais das pessoas, a linguagem corporal e o ambiente em que a pessoa está inserida. Tudo isso de forma prática e acessível!


A maioria das pessoas considera o meio visual como a maneira mais eficiente de se aprender, pois é, sem dúvida, uma das melhores experiências para aprendizagem e assimilação do conteúdo. Os vídeos agregam valor à mensagem e contribuem para o aumento da produtividade de quem assiste, tornando o aprendizado mais intuitivo, recorrente e atemporal.


Em 2013, o Google do Brasil, em parceria com a Fundação Lemann, lançou o YouTube Edu, plataforma de vídeos educacionais. Com objetivo de lançar uma tendência e atrair cada vez mais usuários que buscam conhecimento e informação, os vídeos da plataforma são separados por disciplina: Língua Portuguesa, Matemática, Química, Física, Biologia… O Brasil foi o primeiro país – além dos EUA – a fazer parte dessa iniciativa.


Um dos principais objetivos do projeto é estimular a produção de conteúdo educacional de qualidade para a internet. A plataforma é aberta e qualquer educador pode submeter o canal para avaliação!




O poder informativo e didático dos vídeos


Em meio a ascensão do YouTube, estimulou-se também a produção e o consumo de conteúdo digital para a educação. Nesse contexto, uma metodologia de ensino se destaca por ganhar a preferência dos brasileiros: a videoaula.


De acordo com estudos publicados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a videoaula é o meio preferido no país para estudar a distância. Para 37 % dos entrevistados, o melhor formato é o de aulas em vídeo transmitido ao vivo. Em seguida, as gravadas aparecem com 34 % de preferência.


Além de apresentarem um enorme potencial educativo e informativo, aumentarem o engajamento de quem está assistindo, facilitar a absorção de conhecimento, estimular a criatividade, a combinação de elementos audiovisuais ainda aumenta a satisfação do aluno em aprender, pois a união de ilustrações e gráficos ao vídeo facilitam a compreensão do assunto.


Uma das principais vantagens das videoaulas é a possibilidade de o usuário não precisar seguir uma grade de horários pré-determinada. Portanto, se a rotina do aluno for muito apertada, ele poderá aprender o conteúdo no seu tempo.


Outro diferencial é que não há a necessidade de se estudar tudo de uma vez ou de dedicar muitas horas assistindo os vídeos. No Youtube, o usuário/aluno tem total controle sobre o consumo dos conteúdos, podendo pausar a “aula” quando quiser – ou até mesmo avançar partes dela!


O YouTube também disponibiliza vídeos tutoriais informativos, ao estilo “como fazer”, que podem ser utilizados como estratégia para o aprendizado em sala de aula e até para treinamentos corporativos!




Utilizando vídeos no aprendizado e no treinamento corporativo


Antes de criar vídeos educacionais, é essencial ficar atento a uma série de requisitos, de forma a garantir a eficiência e relevância dos conteúdos para os usuários. Confira as dicas!


  1. Comece com o conteúdo: o primeiro passo é produzir, de forma objetiva, o que você deseja transmitir.

  1. Preocupe-se com o áudio: faça gravações em lugares sem ruídos e, se possível, invista em um microfone.

  1. Faça um roteiro: não adianta, por exemplo, querer preparar o aluno para o Enem e não saber o que é cobrado. Crie um roteiro, baseando-se naquilo que você quer ensinar e incluindo informações e dados que vão enriquecer o seu conteúdo.

  1. Invista em equipamentos: com o passar do tempo, se for isso o que você quer fazer de verdade, comece a investir em equipamentos. Compre uma boa câmera e um bom microfone. Quanto mais profissional for o canal, mais pessoas vão se interessar em assistir!

  1. Divulgue: divulgue ao máximo o seu conteúdo, seja por Facebook ou Instagram. É por meio da divulgação que as pessoas vão conhecer o seu trabalho!



Diferentemente dos vídeos educacionais, os conteúdos voltados para treinamento e ambientes corporativos exigem uma explicação mais aprofundada, com bons argumentos e com temas relacionados ao meio corporativo.


Os vídeos devem estar de acordo com a cultura e a política da empresa, e podem ser criados e apresentados pelos próprios funcionários. Confira algumas dicas sobre o assunto!


  1. Defina seu público

O quanto bem informado é o seu público? Uma vez que iniciantes precisam de uma introdução ao assunto, os veteranos podem achar chato ou até mesmo ofensivo. Qual a idade, gênero e nível educacional dos espectadores? Defina as características do seu público e, de acordo com elas, escolha a linguagem do vídeo.


  1. Prepare um roteiro

Na hora de criar um treinamento em vídeo, é crucial preparar um roteiro antes. Com o seu discurso escrito, será mais fácil apresentar o conteúdo de forma objetiva e clara.


  1. Organize a cena

Com o roteiro pronto, é hora de avançar para a cena. Para tornar o vídeo mais eficaz, filme em um ambiente real, que seja diretamente relacionado ao tema abordado. Por exemplo: se está ensinando técnicas de venda, grave seu treinamento em um balcão de vendas!


Conclusão


Com as salas de aula cada vez mais associadas a ambientes digitais, é praticamente impossível deixar o YouTube de fora das ferramentas essenciais para a educação e também para o dia a dia.


Considerado como uma revolução da era digital, o YouTube permite o  compartilhamento mundial de conhecimentos, a possibilidade de se aprofundar em temas específicos e de consolidar o aprendizado.


Ao usar o YouTube na sala de aula, por exemplo, o professor tem o controle total do ritmo de aprendizagem, sendo ideal tanto para os alunos que aprendem mais rapidamente e para os alunos que têm mais dificuldade em acompanhar a matéria.


Portanto, aliar a plataforma ao ensino e ao aprendizado promove benefícios para todos os envolvidos no processo educacional!

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O podcast educacional tem revolucionado métodos de ensino, e este artigo explica como a ferramenta pode ser uma alternativa eficaz de aprendizado!


Introdução


Todo indivíduo possui ou apresenta uma maneira própria de aprender, que é definida como ‘estilo de aprendizagem’. Pode ser cantando músicas, através de brincadeiras ou até mesmo de jogos pedagógicos.


Estes diferentes estilos de aprendizagem são reconhecidos no sistema educacional como:
visual, auditivo ou sinestésico.


O
aluno visual obtém conhecimento através de leitura de textos, imagens, gráficos, diagramas – e tende a recordar melhor as informações se ele as lê silenciosamente para si mesmo, antes de ler em voz alta ou discutir.


Já o
auditivo adquire melhor o conhecimento lendo um texto em voz alta, ouvindo histórias gravadas em áudio ou participando de uma discussão. Os alunos sinestésicos aprendem melhor através de uma abordagem “mão na massa”. Eles aprendem movendo, tocando e fazendo.


Mas diante da revolução que o sistema educacional vivencia, com a tecnologia cada vez mais presente nas salas de aula, esses conceitos têm se tornado cada vez mais escassos.


Eles dão espaço a um novo momento que, através de novas tecnologias e ferramentas modernas, prometem transformar a vida de alunos e professores. A Internet, aliada aos smartphones, pretende revolucionar o formato de ensino estabelecido hoje nas escolas.


Podcast: o que é?


Inspirado pelos programas de rádio, o podcast nada mais é do que uma forma de transmissão de arquivos multimídia na Internet, criada pelos próprios usuários. Nestes arquivos, as pessoas disponibilizam listas e seleções de músicas ou simplesmente falam e expõem suas opiniões sobre os mais diversos assuntos.


Podendo ser ouvidos a qualquer hora, os podcasts criam uma espécie de rádio virtual direcionada para assuntos específicos. Além disso, esses arquivos podem ser escutados perfeitamente em um player portátil.


No Brasil, o primeiro podcast surgiu em 2004 e, em 2005, foi organizada a Conferência Brasileira de Podcast (PodCon Brasil), primeiro evento brasileiro dedicado exclusivamente ao assunto.


De acordo com especialistas, quando os primeiros podcasts brasileiros surgiram, eles se assemelhavam bastante aos norte-americanos, com pouca ou nenhuma edição, lembrando programas ao vivo de rádio. Já a partir de 2005, novos formatos surgiram, inspirados em programas de rádio voltados para jovens. Essas apresentações aliavam humor, técnica e mixagem de som, com pautas leves e descompromissadas, e trilha e efeitos sonoros que valorizavam a fala dos locutores.


Uma pesquisa feita em 2015 nos Estados Unidos apontou que 1 em cada 3 americanos ouvia podcasts. No Brasil, a estimativa era bem menor que isso: cerca de 1,5 mil ouvintes.


Atualmente, a podosfera brasileira já se tornou suficientemente sólida do ponto de vista de quantidade e qualidade, embora ainda não de popularidade. Podemos encontrar programas sobre praticamente todos os temas.

 

As vantagens de aprender ouvindo podcasts

 

Simples, prático e acessível, o podcast se tornou, ao longo dos anos, uma excelente ferramenta para quem deseja adquirir novos conhecimentos.


O recurso atua como facilitador, já que pode ser reproduzido em computadores, tablets ou celulares, a caminho da escola ou até mesmo no transporte público. Através dos podcast, professores e alunos com interesse em produzir conteúdo específico para educação podem hospedar seu material e fazer disso um recurso educacional aberto. A partir daí, os áudios gravados podem ser baixados para serem ouvidos em qualquer lugar.


Um dos principais pontos positivos do podcast, quando usado como ferramenta educacional, é a permissão de trabalho colaborativo. Com distribuição gratuita e livre, contribui para a difusão e uso, facilitando o compartilhamento de conhecimentos e troca de ideias entre alunos, professores e usuários da rede. O podcast é também uma excelente ferramenta de autoaprendizagem, já que possui disponibilidade e acesso livre pela rede.


Outra grande vantagem do seu uso é o fato de o usuário ver baixados seus episódios de forma automática por meio dos feeds. Além disso, sua vinculação a um blog o estimula a participar de comunidades virtuais e a realizar aprendizagens colaborativas.


Este recurso também contribui com a educação na medida em que desenvolve a autonomia do aluno, colaborando para que ele se torne responsável pela construção de seu próprio aprendizado.


Quando utilizar o podcast como ferramenta educacional?

 

O podcast se tornou o queridinho da vez de muitos brasileiros que desejam se capacitar, e a prova disso é que cada vez mais empresas e instituições de ensino têm investido na ferramenta como mais um canal para propagar conhecimento.


Os cursos de idiomas, por exemplo, são os que mais têm investido em podcast. E a escolha tem dado bons frutos, pois a possibilidade de se aprender um novo idioma de forma prática e acessível anima e motiva muitos estudantes.


Além de cursos, a ferramenta também pode ser útil como um complemento de conteúdos ensinados em sala de aula, permitindo que os alunos possam revisar seus textos e aulas.


Para os docentes, o podcast atua como um facilitador, pois através dele é possível dar instruções aos alunos sobre a atividade a ser desenvolvida, auxiliar no aprendizado das matérias (principalmente quanto à compreensão oral e fixação de pronúncia). Além disso, o recurso pode substituir uma aula presencial quando o objetivo for a simples exposição de conteúdos.  


Utilizando podcasts a favor da aprendizagem auditiva

 

Existem diversas formas de utilizar podcasts a favor da aprendizagem auditiva:


Recorrer a podcasts na Internet –
atualmente, há diversos sites e canais que disponibilizam áudios com os mais variados assuntos relacionados à educação. São eles:


Podcast da Educação
: oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, conta com especialistas abordando temas na área educacional.


Braincast: reúne os melhores podcasts em português dos mais variados assuntos, e claro, um deles é Educação.


Nerdcast:
Aborda assuntos do mundo geek, mercado de trabalho, filmes, games, quadrinhos, redes sociais e demais assuntos relacionados à Internet.


Produzir seu próprio podcast –
Ao decidir criar seu próprio podcast, a primeira coisa que você deve ter em mente é o tema que será abordado. Após a definição do assunto, vem a criação do texto que será gravado, e, por isso, é importante se sentir confortável com todas as palavras e entonações. A gravação e a edição do áudio devem ser bem planejados para evitar falhas e ruídos. O ideal é que os áudios sejam gravados em lugares fechados e com boa acústica. Uma das maiores dificuldades de quem está começando no mundo dos podcasts é a questão da hospedagem dos mesmos. Porém, atualmente existem inúmeras formas gratuitas de hospedagem, com bastante espaço para armazenamento.


Criar podcasts como trabalho avaliativo –
ideal para docentes, essa é uma forma inovadora de aplicar teste sobre os temas tratados dentro de sala de aula. Os professores ditam as regras que devem ser seguidas e os alunos, por meio do áudio, irão responder às questões propostas.


Conclusão


O podcast já é uma grande realidade, e muitas instituições estão aderindo a este novo formato de aprendizado, já que, junto com a leitura e as aulas presenciais, ele pode aumentar a efetividade do ensino. Afinal, o áudio possui uma grande capacidade de despertar sentidos e atitudes.


Nas universidades, é muito comum que a mesa do professor abrigue uma série de gravadores e celulares. Os áudios das aulas servem como material de apoio e lembrete aos alunos sobre o conteúdo assistido. O problema é que estes áudios são captados com baixa qualidade e, como se não bastasse, o aluno que o utiliza guarda apenas para si.


Com a utilização dos podcasts pelos docentes, este hábito já começa a mudar, fazendo com que os conteúdos sejam compartilhados com uma gama maior de interessados. O uso do recurso também contribui para a redução do volume de material impresso, já que os trabalhos solicitados pelos professores podem ser feitos e entregues por meio dessa mídia.


Para aplicar o podcast na educação de forma eficaz, é preciso que o professor selecione assuntos relevantes para os alunos. Essa seleção deve ser minuciosa, de modo que os temas abordados sejam explicativos e não gerem dúvidas.


Outro aspecto importante a ser levado em conta é que
o podcast se diferencia do rádio em dois aspectos. Enquanto o rádio necessita de ouvintes disponíveis para a sua programação, o podcast é um arquivo gravado e liberado para download. Ou seja, ele pode ser consumido a qualquer momento.


Além disto, um veículo de massa como o rádio precisa partir de comunicações amplas para impactar o maior número de pessoas. Já no podcast, o diferencial está justamente na produção segmentada dos arquivos.


Sabe-se que mais de 40% da população tem o estilo de aprendizagem auditiva como predominante. Isso significa que, para muitos, o podcast pode ser uma grande ferramenta de ensino, além de um recurso complementar às aulas tradicionais!

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O celular na sala de aula já é uma grande alternativa de aprendizagem, e esse artigo aborda seus principais benefícios para estudantes e professores!


Introdução


O brasileiro nunca esteve tão ligado em tecnologia, e a prova disso são as inúmeras pesquisas que mostram um crescimento exorbitante da utilização de smartphones.


De acordo com um estudo feito pelo ‘Google Consumer Barometer’ (barômetro do consumidor) junto com a empresa de pesquisas Kantar TNS, enquanto em 2012 apenas 14% dos brasileiros utilizavam smartphones, em 2016 esse número passou para 62%. Já os dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) apontam que o Brasil terá um smartphone em uso por habitante até o final deste ano.


E, em tempos tecnológicos, a utilização do celular em sala de aula tornou-se uma forte tendência, já que pode ser uma estratégia poderosa para reforçar e dinamizar o aprendizado.


Embora a cultura digital já seja uma realidade entre alunos e professores, a nova proposta de ensino tem desafiado a tradição. De acordo com especialistas e docentes, quando bem utilizado e também supervisionado, o aparelho em sala de aula pode se tornar um excelente instrumento de aprendizagem, inclusive para engajar alunos no processo de ensino, pois a grande maioria dos smartphones possui inúmeros recursos como: câmeras, gravador de voz, mapas, além de, é claro, o acesso à internet.


Ainda de acordo com especialistas, estar conectado durante a aula não necessariamente significa distração e perda de foco. A alternativa é também uma maneira de aprender como pesquisar, coletar dados e referências, além de auxiliar alunos a inteirar-se de assuntos atuais em tempo real. Ou seja, o aluno acaba se tornando o protagonista do próprio aprendizado.




O potencial de engajamento das novas tecnologias na educação


Livros virtuais, aplicativos e plataformas que interagem com estudantes por meio de imagens e sons, integrando o mundo real com o mundo digital. Já está mais do que provado que a realidade virtual pode aumentar o desempenho dos alunos e gerar maior engajamento com os conteúdos dados em sala aula. A inclusão de novas tecnologias têm facilitado e dinamizado o ensino e o aprendizado, tornando-o mais rico, motivador e atrativo para os estudantes.


Através dos smartphones, é possível engajar alunos de diversas formas. O conceito de
sala de aula invertida, por exemplo, é uma tendência que vem sendo adotada no mundo todo. Segundo a metodologia, o professor disponibiliza o material necessário para o aluno estudar em casa através de aulas online, e então trazer as dúvidas para a sala de aula.


Assim, produtivos debates assumem o lugar do modelo clássico em que o professor fala e o aluno ouve. O que o professor precisa entender é que a tecnologia é essencial para os jovens, que já nasceram conectados. Por isso, não há como competir com esta realidade. O jeito é aliar-se à tecnologia e utilizar a criatividade para pensar em diferentes formas de ensino que a tecnologia pode proporcionar aos alunos.




Motivos para apostar no celular como ferramenta pedagógica


São diversos os benefícios que as ferramentas pedagógicas digitais oferecem, tanto para o professor, como para melhorar o desempenho dos seus alunos. São eles:


  • estimular novas experiências através da cultura digital;
  • construir novas competências e contribuir para o seu desenvolvimento;
  • tornar as aulas mais atraentes e inovadoras;
  • ampliar possibilidades para alunos e para professores;
  • transformar a aprendizagem, tornando-a mais motivadora e significativa;
  • proporcionar novos caminhos para o ensino através de novas metodologias, formando educadores e os ajudando a descobrir estratégias inovadoras para o aperfeiçoamento do processo educacional.


E as vantagens vão além: o ensino digital permite que os estudantes aprendam a qualquer hora e em qualquer lugar, auxiliando na construção de novas oportunidades de aprendizado. Ele também otimiza o tempo na sala de aula e permite o contato imediato e informal entre professores e estudantes, de modo que a relação se torna mais próxima.


A familiaridade dos estudantes com os smartphones tem feito com que cada vez mais escolas passem a investir em tecnologias de educação. Diante desse cenário, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) publicou um guia com recomendações políticas e bons motivos para professores e alunos aproveitarem as tecnologias móveis (como celulares, smartphones e tablets) em sala de aula.


Entre as recomendações presentes no documento, destacam-se a criação de conteúdo adequado e a promoção do uso seguro e saudável das tecnologias. Com essas orientações, acredita a Unesco, os governos estarão mais próximos de usufruir dos benefícios do aprendizado móvel.




Como utilizar o celular como aliado do ensino em sala de aula


Existem diversas formas de se utilizar o smartphone como aliado da aprendizagem. São elas: aplicativos educacionais, grupos de discussão em redes sociais ou através de consultas online de conteúdos multimídia que podem ajudar a complementar e a enriquecer o tema de estudo.


Os aplicativos educacionais, por exemplo, possuem conteúdos complementares multimidiáticos e outros recursos interativos que unem professores e alunos para facilitar a comunicação da turma e criar uma forma simples de compartilhar e corrigir tarefas e materiais úteis para o ensino.


Já os grupos de discussão são muito utilizados para troca de experiências. Lá, é possível que o aluno aprenda e também auxilie amigos que estejam com determinadas dúvidas. É um espaço para debater ideias e absorver conhecimentos.


As consultas online são essenciais para que os alunos possam obter conhecimento sobre o assunto debatido em aula de forma imediata. Essa metodologia auxilia os estudantes a fixarem ainda mais as matérias dadas em sala de aula.




É possível adaptar o celular como ferramenta de ensino infanto-juvenil e adulto?


Dentre os recursos que ajudam a transformar o celular em uma ferramenta de ensino tanto para crianças, quanto para jovens e adultos, estão os jogos educativos.


Os jogos, quando bem utilizados em sala de aula, são um ótimo recurso de aprendizagem. Com eles, o professor pode deixar as aulas mais dinâmicas, proporcionando ao aluno uma forma diferente e divertida de aprender.


Personalizados de acordo com a necessidade de cada aluno, os jogos permitem uma abordagem diferente para o desenvolvimento das competências cognitivas. Além disso, trabalhar com jogos educacionais ajuda os alunos a manterem a concentração e a renderem mais.


Para as crianças, essa estratégia é considerada uma das melhores formas de prender sua atenção, pois através do celular elas irão estimular a imaginação, obter conhecimento e promover a criatividade, além de desenvolver a autonomia.




Conclusão


Existem diversas maneiras de tornar o uso do celular uma alternativa eficaz.


O professor tem a possibilidade de ministrar a aula de maneira mais expositiva sobre determinado assunto. Em uma aula sobre planetas, por exemplo, o aluno poderá acessar o smartphone e verificar em tempo real tudo sobre o planeta em questão.


Monitorar a performance nas aulas de educação física. Através de aplicativos, é possível aumentar a produtividade e a participação dos alunos nas aulas. Aplicativos podem monitorar frequências cardíacas e avaliar o rendimento de cada aluno, permitindo que o professor saiba como melhor administrar as aulas, entenda as limitações de cada aluno para os exercícios realizados e, assim, possa planejar uma aula mais adequada, saudável e com mais qualidade a partir de todos os dados coletados nesses monitores virtuais.


Criar e ser criativo. Existe uma série de aplicativos para smartphone que podem dar um toque bem mais dinâmico, criativo e divertido. O iMovie, por exemplo, pode criar vídeos extremamente profissionais e com uma série de recursos excelentes, de uma forma bem descomplicada e fácil de se utilizar. Caso o professor queira envolver uma música no trabalho, o Songify consegue transformar imediatamente qualquer discurso gravado em uma música e ainda permite uma grande variedade de ritmos.


Outro aplicativo muito utilizado é o Pinterest. Ele possui imagens diversas que podem complementar qualquer trabalho.  


Dessa forma, o celular pode ser uma poderosa ferramenta para enriquecer e complementar o aprendizado. Porém, é necessário que o docente saiba estabelecer limites para que o uso seja equilibrado e benéfico. Este, sem dúvidas, é um grande desafio para os professores, que precisam determinar, dentro de sala de aula, o principal objetivo do celular: ser um aparelho aliado às novas informações e fontes de estudo.


O uso da tecnologia favorece a interação entre alunos e professores, e até mesmo aqueles considerados tímidos conseguem interagir por meio de ferramentas tecnológicas.


Quando aliada à educação, a tecnologia permite que todos expressem seus conhecimentos e deem opiniões, o que traz à tona a experiência prévia dos alunos e os motiva ainda mais, pois eles passam a sentir-se parte ativa e importante do processo de aprendizagem.

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Criação: Cláudio Almeida

São inúmeras as discussões sobre plágio e violação dos direitos autorais em cursos online, trabalhos acadêmicos, na música, na literatura e em obras de artes. Entretanto, com a utilização cada vez mais frequente da internet como fonte de pesquisa, essa prática tem se multiplicado de forma assustadora, por conta da diversidade de informações e do desconhecimento do que é ou não permitido referenciar ou copiar.

Já falamos neste mesmo espaço sobre a importância do conteúdo para dispositivos móveis e também ensinamos como produzir conteúdos mobile learning. Na ocasião, destacamos que você também pode desenvolver os seus próprios conteúdos educacionais online, poupando gastos com a contratação de especialistas/conteudista.


Chamamos a sua atenção sobre a importância de se
fazer uma seleção criteriosa do material bruto do seu curso ou treinamento online, respeitando sempre as questões relacionadas aos direitos autorais: direitos que todo criador de uma obra intelectual tem sobre a sua criação.


E, para ajudá-lo no processo de criação de conteúdos, neste artigo vamos mostrar quais são os passos básicos para você não infringir as leis que versam sobre os direitos autorais, evitando o risco de plágio.


O PLÁGIO


Plágio significa copiar ou assumir a autoria do trabalho de outra pessoa, em partes ou totalmente, sem dar os devidos créditos ao autor original da obra.

 

O plágio pode ser ser de qualquer natureza, como em obras intelectuais, imagens, músicas e trabalhos acadêmicos. Ele está previsto no Código Penal Brasileiro e na Lei 10.695, sancionada em 1º de julho de 2003. Vejamos:

 

Direitos Autorais – Artigo 184: Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:



1º Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.


2º Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.


3º Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.


4º O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto.” (NR).


Traduzindo: se você quer mesmo planejar e elaborar o seu próprio conteúdo educacional para dispositivos móveis, dispensando a contratação de um conteudista, não deverá, em hipótese alguma, utilizar materiais que não são da sua autoria sem deixar claro quem é o autor da obra. Mesmo que você não explicite que você é o autor do texto, trecho ou frase, se ficar subentendido que você é o autor, constitui plágio. Ou seja, você estará cometendo um crime.

 

Vale destacar que o plágio não é apenas a cópia fiel e não autorizada da obra de outro autor. Ele também é caracterizado quando se copia a essência do conteúdo de outra pessoa e modifica-se apenas a maneira de escrever.

 

CÓPIA NÃO AUTORIZADA



Como o próprio nome sugere, a cópia não autorizada acontece quando se
reproduz um conteúdo sem ter a permissão do detentor do direito autoral, cometendo o crime de contrafação.

 

Contrafação é a cópia não autorizada de uma obra. E toda reprodução de materiais fora das estipulações legais é uma cópia não autorizada.

 

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

 

O registro de uma obra permite que a autoria seja reconhecida e também garante que ela não seja utilizada, sem autorização prévia, por terceiros. Os direitos patrimoniais e morais, o estabelecimento de prazos de proteção tanto para o titular quanto para seus sucessores estão regulamentados na Lei nº lei nº 9.610, sancionada em 19 de fevereiro de 1998.

 

O registro de obras intelectuais no Brasil é um serviço prestado pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Biblioteca Nacional. A Fundação também é responsável por receber o “depósito legal” (obrigatoriedade de enviar no mínimo um exemplar de todas as publicações produzidas em território nacional) das obras registradas.

 

A Biblioteca Nacional tem por objetivo principal conferir ao autor a segurança quanto ao direito sobre sua obra.

 

De acordo com a Biblioteca Nacional, as obras intelectuais que podem e devem ser registradas são: textos de obras literárias, artísticas ou científicas, obras audiovisuais sonorizadas ou não, composições musicais que tenham ou não letra (poesia), ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma natureza, projetos, esboços e obras plásticas, adaptações, traduções e outras transformações de obras originais, apresentadas como criação intelectual nova, coletâneas ou compilações, enciclopédias, dicionário, etc.

 

Dentre o que não deve ser registrado, segundo a Biblioteca Nacional, incluem-se ideias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais, esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios, formulários em branco, textos de tratados ou convenções, leis, decretos, decisões judiciais, informações de uso comum, nomes e títulos isolados e o aproveitamento industrial ou comercial das ideias contidas nas obras.

 

Para registrar uma obra intelectual, é necessário pagar uma taxa que pode variar de R$ 20,00 a R$ 80.00.

 

O QUE É PERMITIDO?



A Lei que versa sobre os Direitos Autorais estabelece algumas situações que não constituem ofensa aos direitos de propriedade intelectual de outrem.

 

As citações, por exemplo, são permitidas, desde que atendidos os critérios legais. As citações para fins de estudo ou crítica podem ser utilizadas com moderação, desde que haja a indicação do nome do autor e da obra.

 

A Lei também permite a reprodução de pequenos trechos de obras preexistentes, devidamentes referenciados, em textos de qualquer natureza ou de obra integral quando ela é de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da nova obra. Apesar de não deixar claro o que pode ser considerado como “pequeno trecho”, recomenda-se  usar o bom senso e nunca utilizar integralmente uma obra que não é sua.  

 

No entanto, não há necessidade de fazer citações de conteúdos de conhecimento comum; ou seja, de fatos históricos ou amplamente conhecidos.

 

Também estão livres de infração as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito. Nomes e títulos isolados não são protegidos pela Lei de Direitos Autorais.

 

O QUE FAZER? COMO FAZER?



De modo geral, conteúdos EAD – sejam eles para cursos ou treinamentos – são elaborados por conteudistas. Após a criação do plano de cursodocumento composto pelo nome do curso, objetivo geral, objetivos específicos, carga-horária, metodologia de ensino, recursos metodológicos, definição de aulas… – , o material passa por uma equipe que inclui designers instrucionais, técnicos de informática e web designers. Depois desse processo, o material bruto (inicial) já sofreu alterações suficientes para não pertencer mais apenas ao conteudista.  

 

O conteúdo elaborado (de autoria coletiva), ao ser disponibilizado em uma plataforma online, passa a ser considerada uma obra multimídia, composta por textos, videoaulas, imagens, podcasts, dentre outros.

 

A construção em conjunto de conteúdos educacionais também se dá por meio de Recursos Educacionais Abertos. De acordo com um documento Unesco, elaborado junto com Comunidade REA-Brasil (2011), recursos educacionais abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros”.

 

No entanto, é importante destacar que, para os Recursos Educacionais Abertos, valem exatamente as mesmas regras de direitos autorais relacionadas ao plágio. Portanto, é indispensável referenciar e/ou citar as fontes.

 

Existem várias plataformas de recursos educacionais abertos que podem auxiliá-lo na busca por conteúdos. Entre eles estão: o Mapa de Iniciativas de Recursos Abertos (MIRA), Edukatu, Escola Digital e Criative Commons BR.

 

Também é possível utilizar obras que estão em domínio público para produzir o seu conteúdo online. O domínio público representa o fim dos direitos patrimoniais de um autor sobre a sua obra, que passa a pertencer à coletividade.

 

Uma obra cai em domínio público nas seguintes situações:

– após 70 anos da morte do autor ou do último dos coautores;
– após o falecimento do autor que não possui herdeiros;
– quando é uma obra de autoria desconhecida.



Para consultar obras em domínio público, basta acessar o link: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

 

E NA INTERNET?



As mudanças tecnológicas impõem um grande desafio para a preservação dos direitos morais e patrimoniais. De acordo com Gandelman (1997, p. 152), “só a experiência e o tempo indicarão os caminhos a seguir e fornecerão as molduras jurídicas atualizadas pela nova cultura, no que se refere à proteção justa dos direitos autorais”.

 

Logo, não existe uma legislação específica no que se refere à propriedade do conteúdo disponível na internet. Com isso, muitos pensam que qualquer conteúdo que esteja disponível online pode ser apropriado. No entanto, é importante ressaltar que todas as obras intelectuais, mesmo estando digitalizadas e disponíveis na web, não perdem sua proteção e, portanto, não podem ser utilizadas sem autorização prévia do autor original.

 

E OS SITES E BLOGS?

 

Alguns sites e blogs permitem a cópia e a reprodução de seus conteúdos culturais com menos restrições que o tradicional “todos os direitos reservados”.

 

Geralmente, utiliza-se uma licença Creative Commons para indicar que o conteúdo disponível pode ser reproduzido, mas desde que sejam respeitadas algumas condições, como: creditar o material corretamente, inserindo nome do autor e link original do material. Também é importante verificar se o autor do site/blog permite a reprodução do conteúdo para fins comerciais!

 

E AS IMAGENS?

 

Imagens são criações autorais de terceiros, sendo indispensável a indicação da fonte.

 

Encontrar imagens liberadas para fins comerciais não é uma tarefa difícil. O número de plataformas com imagens gratuitas é bem extenso. Elas permitem a reprodução de fotografias, infográficos, ilustrações, imagens vetoriais e até mesmo vídeos para você escolher a melhor opção gráfica para o seu conteúdo online. A maior parte dessas plataformas possui imagens em alta resolução para download.   

 

Um dos bancos de imagens mais utilizados para fins comerciais é o Pixabay. Ele possui possui mais de 900 mil imagens gratuitas.

 

COMO FAÇO PARA LICENCIAR CONTEÚDOS DE OUTRO AUTOR?



Adquirir conteúdos de terceiros é uma prática um tanto quanto complexa, porque nem sempre o autor da obra detém os direitos autorais (talvez ela já pertença a alguma empresa) e, muitas vezes, esta informação não está clara nos materiais disponíveis.

 

Mas, se for possível, faça contato, de preferência por vias escritas, com o titular dos direitos autorais e tente comprar o conteúdo para fins comerciais. Desde já, saiba que para obter a cessão total da obra, transferência de direitos patrimoniais ou licenciamento parcial será necessário a assinatura de um contrato registrado em Cartório.

 

PROGRAMA PARA DETECTAR PLÁGIO

 

Um dos softwares mais utilizados no Brasil para detectar plágio é o CopySpider. A ferramenta é gratuita e utiliza a técnica de determinação da semelhança entre documentos disponíveis na internet para indicar possíveis existências de cópias indevidas.

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Criação: Cláudio Almeida

Quem é o Designer Instrucional e por que essa profissão é imprescindível para a educação a distância?


Talvez você desconheça o assunto e a profissão. E isso é bastante compreensível, principalmente se você não trabalha no ramo da educação. Afinal, o Design Instrucional é considerado como uma área nova no Brasil e, por isso, é desconhecido por muitas pessoas.


Entretanto, quando começarmos a falar de forma mais detalhada sobre o assunto, você certamente descobrirá que estamos falando de algo que já existe faz tempo, mas com outros focos de atuação.


O grande
boom do Design Instrucional nas últimas décadas decorre do crescimento das novas tecnologias e da evolução no processo de ensino-aprendizagem.


Para começar, vamos compreender o conceito de
design e, na sequência, instrucional.


A palavra inglesa
design refere-se ao processo de dar origem e elaborar um projeto. Portanto, compreenda design como projeto, como um processo de idealização, criação, desenvolvimento, concepção e configuração de algo para o consumo, em todas as fases e especificidades.


Já o termo
instrucional (oriundo do termo americano instructional) significa ensino, em português.


Portanto, podemos dizer que
Design Instrucional é o processo de desenvolver projetos de ensino. Nesse contexto, o Designer Instrucional é o responsável e principal executor desses projetos, participando ativamente da mediação entre educação, tecnologia, comunicação, produção e gestão. Para simplificar, podemos dizer que o Design Instrucional pretende facilitar a experiência de aprendizagem do aluno em um curso ou treinamento.


Apesar de ser uma área de atuação bastante ampla, os Designers Instrucionais, sem exceção, têm um ponto em comum:
trabalham em prol da educação.


De resto, o mercado engloba vários tipos de profissionais, que são geralmente reconhecidos por suas diferentes formas de atuação, que podem variar de acordo com o tipo de mídia que irá prevalecer no conteúdo em que atuam. Por exemplo: um Designer Instrucional que trabalha com materiais impressos ou com treinamento presencial atua diferente de um
DI que trabalha com mobile learning. Neste artigo, focaremos nos profissionais de DI que atuam e gerenciam projetos de cursos on-line.



POR QUE DESIGN INSTRUCIONAL É IMPORTANTE?


A educação a distância (EAD) está presente em nossas vidas há muito tempo. No entanto, somente a partir da evolução dos computadores e da internet é que a modalidade de ensino evoluiu de forma significativa. Só para ter uma ideia: de acordo com uma pesquisa da SAGAH em parceria com a Educa Insights, divulgada em 2016,
a educação a distância tende a superar o ensino presencial no Brasil a partir de 2023.


São várias as razões para apostar na educação a distância como a modalidade de ensino do futuro. Afinal, ela apresenta inúmeras vantagens. Muitas destas estão relacionadas à flexibilidade de estudo, economia de recursos financeiros e pedagogia inovadora. Entretanto, fazendo uma análise de alguns conteúdos on-line disponíveis no mercado, podemos observar que ainda falta planejamento e conhecimento quanto ao processo que surgiu para facilitar a aprendizagem de múltiplas pessoas. Com isso, erros que poderiam ser evitados são cometidos.


Além dos fatos mencionados, muitas instituições de ensino e empresas priorizam o baixo custo e fazem a pura e simples transposição do modelo tradicional para o mundo digital, ignorando, por exemplo, que cada pessoa aprende melhor de forma diferente. Vejamos: enquanto algumas pessoas absorvem todo o conteúdo realizando uma leitura, outras aprendem melhor por meio de videoaulas ou áudios.  


Para a nossa sorte, existem instituições de ensino e empresas que de fato se preocupam com a educação a distância. Elas trabalham para garantir o que há de melhor no EAD no que diz respeito à capacitação e desenvolvimento de habilidades e competências de pessoas em geral, principalmente daquelas que veem na modalidade de ensino a oportunidade de estudarem de forma dinâmica, por meio de diversas mídias, aproveitando o tempo livre para aprender onde e quando quiserem.


Além das instituições de ensino e empresas que se preocupam com a educação a distância, também existem profissionais
qualificados para facilitar o processo de ensino-aprendizagem na modalidade, tornando a experiência mais interessante e proveitosa. Um desses profissionais, conforme você pode imaginar, é o Designer Instrucional, que garante a transferência da informação com clareza, a retenção do conteúdo, o desenvolvimento de habilidades e a eficácia no uso dos recursos tecnológicos.


Como afirma a autora Andréa Filatro, em seu livro “Design Instrucional Contextualizado: Educação e Tecnologia”, o Design Instrucional corresponde à “ação intencional e sistemática de ensino, que envolve o planejamento, o desenvolvimento e a utilização de métodos, técnicas, atividades, materiais, eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas, a fim de facilitar a aprendizagem humana a partir dos princípios de aprendizagem e instrução conhecidos”.


Ou seja, o Design Instrucional é uma peça importantíssima para a educação moderna e virtual. Afinal, ele prima pela incorporação de ferramentas e atividades que permitam o exercício da autonomia do aluno, objetivando enriquecer o processo de ensino-aprendizagem.


Neste contexto, o Designer Instrucional deve compreender a proposta do conteúdo educacional, entender o objetivo da instituição de ensino ou da empresa (em casos de treinamentos) e dialogar com os demais integrantes da equipe multidisciplinar envolvida na construção do projeto, chamando a atenção quanto às possibilidades de empregar os recursos tecnológicos, os materiais propostos (textos, áudios, videoaulas, infográficos) e os recursos de avaliação do curso ou da disciplina.



BREVE HISTÓRIA DO DI


O primeiro curso a distância do mundo é de autoria de Isaac Pitman. O educador lançou em 1860, na Inglaterra, o primeiro curso via correspondência, com o intuito de oferecer formação para pessoas que, por motivos geográficos e econômicos, não podiam ir aos centros de ensino tradicionais.


No entanto, a modalidade de ensino só passou a ganhar destaque durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, o governo dos Estados Unidos criou, a partir de uma equipe multidisciplinar, um processo para organizar técnicas de treinamento para os seus soldados se preparem bem para os confrontos e para manusear os equipamentos de guerra.


Depois dos excelentes resultados obtidos pelos soldados norte-americanos, os pesquisadores começaram a estudar a técnica utilizada e, posteriormente, a fazer novos experimentos para deixar o processo de ensino-aprendizagem mais eficiente. Assim, a metodologia de ensino-aprendizado passou a ser adotada em vários segmentos, como indústria, comércio e forças armadas. Já as instituições de ensino relutaram para aceitar e adotar a nova metodologia, retardando o processo de ensino em termos pedagógicos.


Mas, com o avanço tecnológico, a educação a distância evoluiu a ponto de ser apontada como a metodologia de ensino do futuro – e o Design Instrucional passou a ser peça-chave para o segmento.


CONCEITOS IMPORTANTES


Para conseguirmos entender todas as premissas do Design Instrucional, precisamos conhecer alguns conceitos importantes que estão atrelados à área como um todo.
Confira!


A pedagogia, a andragogia e a heutagogia visam à construção do conhecimento, na qual o próprio estudante consegue buscá-lo e construí-lo de maneira científica e estimulante. As premissas de cada uma delas estão associadas a alguns pressupostos básicos.


– Pedagogia:
está associada ao professor, pois ele é o responsável por propor e conduzir todo o processo de aprendizado, selecionando os conteúdos que serão aprendidos e a metodologia que será aplicada ao longo de um curso ou disciplina.

Na origem da palavra, pedagogia significa ensino de crianças e, atualmente, todos os seus conteúdos são destinados ao público infantil.


– Andragogia:
é o contraposto da pedagogia. Ou seja: a andragogia é a ciência de orientar adultos a aprender, utilizando os métodos adequados para ensiná-los. Na andragogia, o adulto, através da mediação do professor, precisa entender o porquê do aprendizado e qual o ganho que terá com o processo.


– Heutagogia:
bastante utilizada no ensino a distância, ela pode ser definida como um processo de autoeducação. Ou seja, o próprio aluno é responsável por organizar o seu processo de aprendizagem.

O Designer Instrucional precisa criar uma base de conhecimento a respeito de todos esses conceitos para conseguir trabalhar cada conteúdo de forma eficiente, de acordo com o público-alvo em questão.



BASES E FUNDAMENTOS DO DI


Os princípios, conceitos, processos e teorias de Design Instrucional fundamentam-se em diversas áreas do conhecimento. Entretanto, todos eles têm como principal objetivo desenhar projetos que propiciem o processo de ensino-aprendizagem.


De acordo com Filatro (2008), o DI envolve os seguintes campos do conhecimento:


Ciências Humanas:
influenciam na medida em que apresentam conhecimentos a respeito do processo de aprendizado, do comportamento das pessoas em todos os seus aspectos (social e cognitivo). Nessa área do conhecimento também estão as teorias de aprendizagem.


Ciências da Informação:
apresentam as bases para o trabalho com diversas mídias audiovisuais, fazendo com que o Design Instrucional de um conteúdo seja desenvolvido de formas diferenciadas para cada tipo de mídia – já que cada uma delas exige tratamento diferenciado da informação.


Ciências da Administração:
proporcionam o apoio necessário ao DI para gerenciar projetos educacionais, organizar atividades, coordenar equipes multidisciplinares, entre outras atividades.

Com todos esses campos do conhecimento, é possível encontrar bases e fundamentos para as ações do DI (sejam elas simples ou complexas, em níveis de atuação micro ou macro). Com eles, o Designer Instrucional consegue integrar todas essas ciências em prol do planejamento, organização e desenvolvimento de eventos educacionais eficazes.


CONCLUSÃO


Educação a distância, Design Instrucional e tecnologias são temas amplos e que envolvem vários conceitos importantes para o melhor entendimento da atividade. Para trabalhar como Designer Instrucional, é essencial conhecer as bases, os conceitos e os fundamentos da profissão, bem como sua evolução histórica.


Atualmente, no Brasil, ainda não existe um curso de graduação específico para essa função. No entanto, existem especializações e cursos livres. Independentemente se você quer se especializar na área ou contratar um Designer Instrucional para criação de algum material didático, saiba que as atividades são bastante complexas e não podem ser executadas por qualquer um!

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